quarta-feira, 6 de julho de 2011

Conheça o amaranto, a planta que veio do frio




O sol forte que empresta tons de laranja aos dias de inverno no Cerrado anuncia que é tempo de colher amaranto. A planta que veio do frio dos Andes para o calor do Planalto Central está ganhando terreno em um mercado que agrega valor em tudo que é mais rico em nutrientes e menos convencional na agricultura, o da alimentação saudável. Pesquisas científicas e adaptações de sementes ao clima e solo do Cerrado, elaboradas pela Embrapa Cerrados, resultaram na variedade BRS Alegria e despertou o interesse – ou tem feito a própria alegria - de agricultores que investiram no cultivo. Em Brasília, é possível comprar um quilo de grãos de amaranto direto do produtor por R$ 9, enquanto em São Paulo esse é o valor médio de 100 gramas de flocos do pseudocereal (sua composição nutricional é similar à dos cereais, mas não pertence à categoria). “Há disparidade de preços porque a produção nacional é tímida e precisamos importar o amaranto”, explica Carlos Spehar, professor da Universidade de Brasília (UNB) e responsável pela introdução da espécie no Brasil. O cientista a trouxe o vegetal do Peru nos anos 1980 e obteve a variedade adaptada cerca de dez anos depois, quando começou distribuir sementes para produtores de feijão do Centro-Oeste. Hoje, Spehar aponta cultivos do grão – que ele chama de feijão-dos-andes – no Cerrado, e no sul do país.




Walter Ribeiro, da Embrapa: "Tolerante à seca, o grão pode ser cultivado na safrinha de inverno"A produção nacional precisa crescer muito para atender à demanda dos consumidores ávidos por alimentos mais saudáveis. Hoje, a safra gira em torno de oito toneladas anuais e a demanda é estimada entre 15 e 20 toneladas. “São pessoas que têm um poder aquisitivo alto e não se importam em pagar mais para ter no prato um alimento mais rico, mais saudável”, ressalta Spehar. Walter Quadros Ribeiro Junior, da Embrapa, diz que, apesar da produção nacional ser pequena, a produtividade do amaranto no Cerrado supera a de países que o produzem em larga escala, como Peru e Bolívia. “A produtividade de nosso grão é de três toneladas por hectare, enquanto a média alcançada nesses países é de duas a 2,5 toneladas por hectare”, afirma o pesquisador. Ribeiro explica que o cultivo do amaranto pode ser feito em três épocas, safra, safrinha e inverno, e a produtividade depende da quantidade de água disponível para irrigação e dos índices pluviais do período. “Os melhores índices foram registrados na safra de inverno”, afirma. Spehar lembra que o uso da tecnologia possibilita produzir o ano todo. “Irrigação, correção de solo e equipamento adequado garantem produções permanentes”, diz.




A variedade da planta adaptada ao calor brasileiro supera os índices de produtividade de países andinosO engenheiro agrônomo Sebastião Conrado de Andrade, proprietário da Fazenda Dom Bosco, em Cristalina (GO), pouco sabia sobre o amaranto quando a espécie lhe foi apresentada, em meados de 2001, por Spehar. Hoje, com produção anual média de seis toneladas, cultivadas em duas safras, ele é o maior fornecedor nacional do grão. “Aposto no cultivo visando a um mercado de longo prazo”, conta Andrade, que também produz quinoa, feijão, soja e milho e cria gado. Para se expandir mais rapidamente, o produtor diz que é preciso investir em tecnologia de equipamentos. “Por se tratar de um grão muito pequeno, há um índice de desperdício grande na colheita e no plantio.” Na Dom Bosco, parte da produção também substitui a alimentação do gado. “O caule do amaranto promoveu boa digestibilidade e foi mais bem aceito que a quinoa.”

As qualidades do amaranto, valorizadas pelo extenso uso em civilizações antigas como alternativa medicinal, movimentam bastante o ramo gastronômico. “Mas poderíamos trabalhar mais e melhor se tivéssemos facilidade em encontrar o produto no mercado”, reclama o chef de cozinha paulistano Renato Callefi. De acordo com ele, há no mercado paulista uma demanda grande por grãos inteiros. “Encontramos flocos de amaranto em lojas especializadas, mas comprar o grão é muito difícil”, diz ele. É justamente o grão a forma mais valorizada na culinária. Aquecido em panela sem óleo, o amaranto vira pipoca e, triturado, se transforma em farinha. Apesar de Callefi afirmar que o segredo está no tempero do amaranto, “sem gosto específico”, ele diz que a procura por pratos com o grão cresceu muito. “É um alimento com qualidades equilibradas, baixo teor glicêmico e aminoácidos essenciais. É para pessoas exigentes com o próprio corpo.”




O TEMPERO IDEAL | O chef de cozinha Renato Callefi indica o uso do amaranto em:

> risotos
> tabule
> cuscuz marroquino
> jambalaia
> pipoca
> complementos para saladas

> As sementes de amaranto são 15% mais ricas em cálcio, fósforo, zinco e proteínas e possuem quantidades de lisina e metionina superiores ao feijão. Também foi constatado que o amaranto possui teores do antioxidante esqualeno superiores aos dos peixes

> 100 g de amaranto correspondem a quatro fatias de pão integral ou oito barrinhas de cereal comum

> A farinha do amaranto pode ser utilizada em receitas de bolos, pães, tortas e biscoitos em dietas para celíacos (pessoas com intolerância ao glúten)
(fonte: FAO)



TEMPO BOM PARA O AMARANTO | Acompanhamento do cultivo indica que a safra de inverno pode gerar mais rentabilidade às fazendas produtoras:

SAFRA > O plantio é iniciado no final de outubro e começo de novembro. A colheita pode ser iniciada no início de janeiro, antes do período chuvoso.

SAFRINHA > O plantio ideal é feito após o término da estação chuvosa, entre o final de março e o começo de abril. A safra pode ser colhida em meados de maio.

INVERNO > É o período indicado como o que promove maior rentabilidade ao cultivo. O plantio começa entre maio e junho e a colheita em meados de setembro e outubro. “O amaranto é muito resistente à seca”, diz Ribeiro.


Fonte: globo rural

Liminar suspende proibição do uso de sacolas plásticas em São Paulo


O desembargador Luiz Pantaleão, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu liminar suspendendo a aplicação da lei municipal que proíbe a distribuição de sacolas plásticas descartáveis em estabelecimentos comerciais da cidade. O desembargador atendeu ao pedido do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), entendendo que o julgamento do mérito pode demorar e acarretar prejuízos irreversíveis aos fabricantes das sacolas.

A proibição de distribuir sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais em São Paulo foi sancionada no dia 19 de maio pelo prefeito Gilberto Kassab para entrar em vigor em janeiro de 2012. Até lá, a lei determinava que as lojas fixassem cartazes com a mensagem "Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis". O descumprimento da norma acarretaria em multa de R$ 50 a R$ 50 milhões, de acordo com o faturamento da loja infratora.

fonte: Globo Rural

domingo, 3 de julho de 2011

Agência reguladora de serviços públicos acirra os ânimos na Assembleia


As mudanças na lei que instituiu, em 2002, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná, serão analisadas nesta segunda-feira, 4, na Comissão de Obras Públicas, Transporte e Comunicação da Assembleia Legislativa. É a última etapa antes de o projeto ser votado em plenário. O relator, deputado Marcelo Rangel (PPS), apresentou um substitutivo ao texto original do governo propondo a inclusão do gás natural entre os setores a serem regulados pela Agência.

O parecer do relator também reduz o número de cargos de direção da Agência e a alíquota da Taxa de Regulação de Serviços Públicos Delegados. Criada na gestão do ex-governador Jaime Lerner, a lei está sendo modificada pelo governador Beto Richa (PSDB), que submete os setores de energia e saneamento aos cuidados da agência.

A modificação feita por Rangel implanta uma tabela gradativa de cobrança da taxa instituída pelo projeto e que deve ser recolhida mensalmente sobre o lucro das concessionárias dos serviços públicos. A proposta do relator reduz de 0,50% para 0,25% a alíquota de cálculo da taxa nos primeiros doze meses de vigência da lei.

Em parceria com o deputado Leonaldo Paranhos (PSC), Rangel vai propor mais uma emenda determinando que o governo encaminhe à Assembleia Legislativa um segundo projeto de lei informando os valores máximos a serem gastos mensalmente em despesas de capital, de pessoal e corrente pela Agência Reguladora. Os recursos que excederem o total de gastos da Agência seriam recolhidos ao Tesouro do Estado, propõem os deputados.

Polêmica

Integrante da Comissão, o deputado Elton Welter (PT) pediu vistas ao projeto do governo e ao substitutivo do relator. O deputado petista tem levantado a hipótese de a proposta conter o embrião de uma nova etapa de privatizações no Estado. "Por que criar uma agência para regular os serviços prestados pelo próprio governo? O governo estaria preparando o terreno para outorgar à iniciativa privada alguns dos serviços que hoje são prestados pelas empresas sob seu controle acionário, como a Copel, Sanepar, Compagás, Celepar, Appa e outras?", questiona.

Welter também alerta para eventuais efeitos da criação da agência para os usuários e consumidores dos serviços públicos. "A maior receita da agência estadual viria do setor de energia elétrica. Seria cerca de R$ 55 milhões. Hoje, a conta de luz que o consumidor paga já inclui a taxa para a agência federal que regula e fiscaliza o setor elétrico. Com a obrigação de a Copel pagar uma taxa de regulação também à agência estadual, haveria uma tarifa adicional para os consumidores paranaenses pagarem", avalia o deputado.


Fonte: Parana online

Embrapa desenvolve soja com cara de feijão


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai colocar no mercado uma nova variedade de soja. Diferentemente da soja tradicional, de cor amarela, essa nova variedade é marrom, de uma coloração muito parecida com a do feijão carioquinha.

A soja marrom chegará aos supermercados com o nome comercial Nutrisoy, e selo de identificação Soja de Minas. A grande novidade é a forma de consumo: os pesquisadores sugerem que o produto seja consumido misturado ao feijão. Essa seria uma saída para vencer a resistência que muitos brasileiros ainda têm em relação à soja, e estimular o consumo in natura da soja no Brasil.

O benefício para o consumidor é que a soja tem maior valor nutricional. O pesquisador da Embrapa Soja Vanoli Fronza diz que a soja tem quase o dobro de proteínas do que o feijão. "O feijão tem 25% de proteínas, enquanto a soja tem mais de 40%. Se você cozinhar o feijão e a soja juntos, terá um teor final de 32% de proteína, ou seja, a mistura enriquece a alimentação." Além disso, a soja tem mais cálcio do que o feijão e metade dos carboidratos. Por isso, pode ser um alimento interessante para pessoas que precisam perder peso.

Vanoli também ressalta que a soja marrom tem um gosto neutro, e portanto não deve comprometer o sabor do feijão. Os pesquisadores realizaram testes de degustação em Minas Gerais com 800 pessoas. 80% dos entrevistados aprovaram a nova soja, e disseram que estariam dispostos a comprar o produto.

Biotecnologia
A nova variedade de soja foi obtida pelo trabalho de seleção e melhoramento de sementes. "Muita gente confunde seleção com transgênicos, mas não é a mesma coisa", diz Fronza. O pesquisador diz que a pesquisa é um trabalho tradicional de biotecnologia. "O que nós fizemos foi o melhoramento convencional da soja. Entre as muitas variedades existentes, nós encontramos os grãos marrons e começamos a cruzar e selecionar, até conseguir as sementes com essas propriedades", diz. Se fosse transgênica, os pesquisadores teriam modificado os genes da soja.

A pesquisa contou com o apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), da Fundação Triângulo, e de 16 empresas produtoras de semente de Minas Gerais e do norte de São Paulo. Essas empresas terão, inicialmente, exclusividade no uso comercial do produto. "Alguns produtores já plantaram a soja marrom na safra 2010/2011, mas a produção ainda está no início. O acesso amplo deve ocorrer em um futuro próximo", diz Fronza.

Fonte: Època

Demora no tombamento ameaça geoglifos da Amazônia





SINAIS
Círculos e quadrados podem ser evidências de centros cerimoniais ou aldeias fortificada, datadas de séculos antes do descobrimentoNo Norte do Brasil, na região em que a floresta amazônica está dando lugar ao pasto, algumas estranhas figuras geométricas podem ser vistas do alto. Círculos e quadrados de centenas de metros cravados no solo se espalham nos Estados do Acre, Rondônia e Amazonas. Não são construções modernas, muito menos sinais de seres de outros planetas, mas evidências de que sociedades complexas viveram na Amazônia muito antes da chegada dos portugueses à região.

As formas são chamadas de geoglifos, que significa, literalmente, "marcas na terra". São desenhos feitos no chão, em morros ou terras planas. Na Amazônia, são principalmente formas geométricas. Muitas estavam "escondidas" pela cobertura florestal da Amazônia. A derrubada das árvores para a plantação de pastagens para gado começou a revelar essas estruturas há três décadas e, com sobrevoos e o uso de imagens de satélites como o Google Earth, são encontradas cada vez mais.

Depois de resistirem por mais de cinco séculos, os geoglifos agora podem ser destruídos antes de serem explicados. Além das dificuldades comuns para estudar vestígios tão antigos, os pesquisadores também têm que enfrentar outro problema: as estruturas estão ameaçadas por obras e proprietários desavisados. Alguns geoglifos, por exemplo, são cortados por estradas. Muitos estão em propriedades privadas, como fazendas de gado, e correm o risco de serem danificados por quem desconhece a existência de um sítio arqueológico em suas terras. Em um caso recente, a construção de linhas de transmissão quase destruiu um desses sítios. Em outro, um proprietário passou por cima de um geoglifo com tratores, danificando-o.

Para evitar que esse patrimônio seja destruído, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou, em 2007, o tombamento dessas áreas, mas até o momento nenhuma medida concreta foi tomada. Segundo o procurador da República no Acre, Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, as autoridades têm o dever de assumir a responsabilidade de proteger esse patrimônio. "Com o tombamento, o proprietário vai saber que tipo de medida concreta ele precisa tomar para preservação", diz.

O Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão que promove o tombamento, acatou a recomendação do MPF em 2008, mas até o momento o procedimento não andou. O motivo dado pelo órgão são obstáculos burocráticos e a necessidade de mais estudos. O procurador diz que são alegações genéricas e que, enquanto as autoridades não tomam providências concretas, os geoglifos ficam desprotegidos.

A intenção do procurador é que os geoglifos possam ser considerados patrimônio da humanidade pela Unesco. O tombamento é o primeiro passo para isso. Com as estruturas preservadas, será possível, no futuro, estimular o turismo histórico e ecológico na região, além de criar as condições necessárias para que os pesquisadores enfim descubram a origem desses misteriosos círculos e quadrados pré-históricos.

O paleontólogo Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre, viu as figuras pela primeira primeira vez há mais de três décadas, ao sobrevoar a área. "Vistos da janela de um avião, as imagens me remeteram para Nazca, no Peru. Lá do alto me ocorreu que poderiam ser geoglifos", diz. Ranzi está envolvido na descoberta e estudos dos geoglifos desde 1977, quando o primeiro círculo foi encontrado pela equipe de arqueólogos liderada por Ondemar Dias. Na época, os pesquisadores encontraram estruturas de terras parecidas com trincheiras em sítios arqueológicos da região. Foi só com a vista aérea que ele pôde perceber a dimensão dessas figuras.

Os primeiros geoglifos foram encontrados com outros materiais de presença humana, como fragmentos de cerâmica e lâminas de machado.

Até o momento, já foram identificados mais de 300 geoglifos. Eles se concentram principalmente no Acre, mas também foram encontrados nos Estados do Amazonas e Rondônia – muitas dessas estruturas podem ser vistas ao percorrer a BR-317, estrada que liga Rio Branco à fronteira Brasil-Peru-Bolívia. Há estruturas de forma circular, quadrangular, oval, hexagonal e em forma de "U", além de caminhos retos que se conectam.

Segundo Ranzi, faltam mais estudos para poder elaborar uma teoria sobre o motivo de essas formas terem sido produzidas. "A hipótese mais aceita é a de que os geoglifos seriam utilizados como centros cerimoniais ou locais de confraternização e festivais", disse. As figuras apresentam geometria perfeita, o que sugere um caráter simbólico. Por isso, a teoria principal é de que sejam locais de importância espiritual.

Outra hipótese é que as figuras geométricas são remanescentes de assentamentos fortificados, e as estruturas seriam partes de construções defensivas. Se essa teoria for verdadeira, os geoglifos seriam evidência da existência de sociedades muito mais complexas do que se imagina, sugerindo inclusive conflitos armados entre os povos da região. De qualquer forma, ainda é cedo para saber, e a pesquisa precisa se desenvolver mais para que essas teorias sejam testadas e comprovadas.

Também foram feitas poucas estimativas de datas até o momento, e elas variam muito –alguns estudos chegaram a indicar que os geoglifos podem ter sido construídos há mais de 2 mil anos. A estimativa mais aceita é de que a maior parte das estruturas foram criadas entre os anos de 800 e 1300, ou seja, pelo menos dois séculos antes dos portugueses chegarem ao Brasil. Segundo Ranzi, se os geoglifos foram construídos num determinado período de tempo, isso implica que uma grande população viveu na Amazônia na época. "Possivelmente os povos construtores de geoglifos pertenceriam a um mesmo grupo e com uma cultura muito similar", diz.

Fonte: revista època

Dieta de 600 calorias pode reverter diabetes tipo 2


Um estudo publicado em uma revista científica na Grã-Bretanha sustenta que uma dieta radical de 600 calorias por dia durante oito semanas pode reverter diabetes tipo 2 em pessoas recém-diagnosticadas com a doença.

O artigo dos pesquisadores da universidade de Newcastle, publicado na revista científica Diabetologia, indicou que a dieta reduziu os níveis de gordura no fígado e no pâncreas de 11 pacientes estudados, ajudando os níveis de insulina a voltar ao normal.

Três meses após o tratamento, sete estavam livres da doença. O nível de produção de insulina se manteve estável mesmo após a volta à alimentação normal. Os pesquisadores disseram que é preciso continuar os estudos para verificar se este efeito é permanente.

O diretor do Centro de Ressonância Magnética da Universidade de Newcastle, Roy Taylor, disse que não recomenda a dieta e que o experimento teve como única finalidade observar efeitos científicos.

"Esta dieta foi usada apenas para testar a hipótese de que, ao perder peso substancialmente, as pessoas ‘perdem’ também a diabetes", disse o acadêmico.

"Embora este estudo seja com pessoas diagnosticadas com diabetes apenas nos últimos quatro anos, há potencial para as pessoas com diabetes de mais longo prazo tentarem reverter as coisas."

Redução de peso

A diabetes tipo 2 ocorre quando a produção de insulina, responsável por quebrar as moléculas de açúcar no sangue, é insuficiente, ou quando a insulina produzida não funciona corretamente. Dá-se então um acúmulo de açúcar no corpo.

A dieta fez com que os participantes da pesquisa cortassem radicalmente a ingestão de calorias por dois meses, consumindo apenas alimentos dietéticos líquidos e legumes sem amido.

Depois de uma semana fazendo o experimento, os pesquisadores observaram que os níveis de açúcar no sangue dos pacientes antes do café da manhã já haviam voltado ao normal.

Imagens de ressonância magnética mostraram que os níveis de gordura nos pâncreas dos estudados haviam caído de cerca de 8% - um nível elevado – para em torno de 6%.

Três meses após o fim da dieta, quando os participantes haviam voltado a se

alimentar normalmente com ajuda de nutricionistas e dicas de alimentação saudável, os médicos perceberam que a maioria já não sofria da condição.

A pesquisadora Ee Lin Lim, que fez parte da equipe, disse que nem todos se curaram da doença porque "tudo depende de quanto os indivíduos são suscetíveis" a ela.

"Precisamos descobrir por que algumas pessoas são mais suscetíveis que outras, e então trabalhar com essas pessoas. Nesse estudo, não chegamos a essas razões", disse.

Fonte: Bondenews

Conheça os benefícios dos chás para a saúde e o bem estar


Com a chegada da estação mais fria do ano, cresce a procura dos brasileiros pelo chá que, depois da água, é a segunda bebida mais consumida no mundo. Sua utilização como bebida social tem origem milenar, na China, por meio da infusão das folhas de Camellia sinensis. Hoje, a palavra "chá" se refere a toda infusão de folhas, frutas, ervas ou raízes, tradicionalmente ingeridos nos dias frios e preparados com água bem quente. O hábito de tomar chá, antes mais cultivado pelos orientais e europeus, já faz parte do dia a dia dos brasileiros interessados em saúde e bem estar. E é inegável que os chás trazem uma série de benefícios à saúde.

"Há diversos tipos, receitas e finalidades para os chás. Cada um tem sua predominância para uso. Uns são melhores para o emagrecimento, outros para a digestão, outros têm efeito antioxidante. Em casos leves de insônia e ansiedade, por exemplo, os chás de laranja amarga (citrus aurantium) e maracujá podem surtir o mesmo efeito calmante de alguns remédios manipulados", relata a nutricionista Alessandra Rocha.

Já há algum tempo que cientistas de todo o mundo se dedicam a estudar os efeitos de cada tipo de chá para o organismo humano. Cada variedade tem seu próprio sabor e diferentes concentrações de substâncias, de acordo com o processo de preparação, que pode envolver fermentação, oxidação e o contato com outras ervas.

Como qualquer outro fitoterápico, a utilização do chá como erva medicinal deve ser acompanhada por um médico ou nutricionista, para resultados eficazes e seguros. "Na gravidez, por exemplo, o chá de castanha da Índia (aesculus hipposcastanum) é contraindicado devido às substâncias presentes na castanha", explica a nutricionista. "Para cada caso há um tratamento adequado, de acordo com a orientação e acompanhamento do médico fitoterapeuta".

Para quem busca emagrecer ou combater a retenção hídrica, os chás verde, vermelho e branco são ótimas opções. Todos são extraídos da mesma planta, a Camellia Sinensis, mas em estágios diferentes de colheita. Eles contêm, em menor ou maior escada, um elemento termogênico que acelera o metabolismo. Por consequência, ajudam nas dietas de redução de peso. Para ter bons resultados, o ideal é não exagerar. Beber litros e litros por dia desses chás com o objetivo de perder mais peso, não é eficaz. Além disso, como eles contêm cafeína, o consumo em excesso pode causar dores de cabeça, distúrbios do sono, hipersensibilidade e alterações na pressão arterial.

Para combater o envelhecimento e manter a aparência jovial, os chás de maracujá e de limão, entre outros, são ótimos aliados. "Os chás com vitamina C ajudam na redução do envelhecimento ou oxidação celular, renovando de dentro para fora", ensina Alessandra.

É importante salientar que o consumo excessivo de qualquer chá mal conservado ou mal preparado pode ter efeitos negativos para a saúde. Mas, em geral, pode-se afirmar que o chá tem efeitos benéficos, principalmente quando ingerido com moderação.

Fonte: Bonde News