sábado, 29 de janeiro de 2011

Cuidado: alguns alimentos podem aumentar o apetite


Segundo especialistas, alguns tipos de comida com presença de gordura retardam a sensação de saciedade. Saiba porque segunda-feira é o "dia da fome"


Você sai de casa com a proposta de não se render a nenhum petisco sugerido pelos amigos. Vai a um happy hour, após o expediente, quando algum tem a ideia de pedir apenas uma porção de batatas. Você topa, afinal, não pretende comer mais do que duas ou três. Sua sorte está lançada. As batatas são apenas o início de muitas outras porções que começam a chegar.

E o que deveria ser apenas um encontro entre amigos transforma-se em um belo banquete. O grupo se anima e ninguém economiza na quantidade, nem nas calorias. No final da noite, você se lembra, bem vagamente, que não pretendia comer. Mas é tarde demais até para isso. A barriga já está (bem) cheia.

Situações como a descrita acima são comuns para a maioria da população. O cenário muda, as pessoas também, mas é difícil não se render a certos alimentos. Eles parecem fazer jus ao slogan de um produto: impossível comer um só. Um recente estudo prova que não são impressões ou gula, mas alguns alimentos realmente estimulam que continuemos a comê-los. Mais do que isso: eles teriam propriedades capazes de fazer com que o organismo sinta necessidade de comer mais - não apenas o produto em questão, mas qualquer outra coisa.

Pesquisadores apontam que mecanismos fisiológicos e características específicas de alguns alimentos podem levar as pessoas a comerem mais do que deveriam, burlando os mecanismos que levam à sensação de saciedade. "Alguns alimentos possuem elementos como gorduras saturadas, carboidratos e alto teor de sódio, que alteram a produção de insulina e leptina, os hormônios responsáveis pelo apetite e pela saciedade", explica a nutricionista do Hospital Amaral Carvalho, Maria Helena Arroyos Hilário.

Esses alimentos promoveriam, então, resistência à saciedade interferindo nas mensagens enviadas ao cérebro para que o organismo entenda que é hora de parar de comer. "Além disso, por não serem ricos em nutrientes indispensáveis para a saciedade e regulação do metabolismo como fibras, vitaminas e minerais, esses alimentos causam a fome precocemente", esclarece a nutricionista.

Os inimigos

Petiscos fritos, guloseimas, pães brancos, fast food, sopas industrializadas, doces, refrigerantes, massas de trigo branco, batata frita, refinados. Se você quiser manter sua saúde e seu peso em dia, deve evitar o consumo desses 'vilões'.

E não pense que eles burlam a sensação de saciedade apenas enquanto são ingeridos. Uma pesquisa norte-americana divulgada no último mês no "Journal of Clinical Investigation" aponta que o ácido palmítico (substância presente em alimentos ricos em gorduras saturadas) altera a excreção de insulina e leptina, hormônios relacionados ao apetite e à saciedade. E os efeitos dessa mudança podem durar até três dias.

Alguns pesquisadores argumentam que isso, na teoria, pode até ajudar a explicar por que algumas pessoas sentem mais fome às segundas-feiras, já que a maioria abusa desses alimentos nos fins de semana. Maria Helena explica que se alguém ingerir fritas na sexta-feira, por exemplo, a gordura saturada - o que, para piorar, deixa os alimentos ainda mais saborosos - irá proporcionar maior consumo de outros itens e menor poder de saciedade. (com Departamento de Comunicação da Fundação Amaral Carvalho)

fonte: bondenews

Comida de tropeiro







Paçoca com carne-seca, frango de romaria, mocotó cozido, arroz com pato, içá frita - tem de tudo no restaurante do Ocílio, em Silveiras, SP.


Aos 72 anos, Ocílio José Azevedo Ferraz é um apaixonado pela rica cultura popular do Vale do Paraíba, região abraçada por belas serras no interior paulista e que faz divisa com dois estados, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Escritor (seis livros publicados), sociólogo, é o ofício de cozinheiro, porém, que o faz realizado e feliz. A diferença de Ocílio em relação ao modismo de parte da culinária que frequenta as rodas atuais está no casamento perfeito que ele faz entre a comida e a história do povo simples. Como os nômades tropeiros do ciclo aurífero, que saíam de Diamantina, MG, no século XVIII, com ouro e prata no lombo de burros e faziam parada nos então ranchos erguidos para recepcioná-los. Depois rumavam para o porto de Paraty, no Rio de Janeiro, onde as pedras preciosas eram embarcadas rumo à Europa. Esse roteiro é conhecido por Trilha do Ouro.

E há ainda os romeiros a carregar sua fé pelas estradas na veneração a Nossa Senhora, em Aparecida do Norte, e que vão orar também a Nossa Senhora da Santa Cabeça, em Cachoeira Paulista. Todos eles admiravam a paçoca de carne-seca salgadinha ou o franguinho caipira fácil de preparar, de carregar pelo caminho e muito saboroso, o “frango de romaria e dos tropeiros”. Para os tropeiros, a comida tinha de ser seca e durável, já que as viagens eram longas.




O franguinho colocado pelos nômades nos alforjes antes de pegar a Trilha do Ouro, entre Ouro Preto, MG, e Paraty, RJ “As tropas que traziam o ouro vinham com dez, 20 burros. Antes das estradas de ferro, e muito antes dos caminhões, o comércio em geral era feito pelos tropeiros e suas mulas. Eles apeavam nos pequenos povoamentos ao longo da jornada para descanso, troca de burros, compra de mercadorias e para comer. Os mineiros, por sinal, deixaram por herança um prato que virou símbolo: o feijão tropeiro. As misturas pedidas para acompanhar o feijão, seja dos que vinham das lavras das Gerais ou de outras direções, eram o frango e a carne-seca”, relata Ocílio. Segundo ele, os viajantes se fartavam, ouviam música e depois desapareciam novamente nas montanhas com a matula (comida) devidamente acomodada nos alforjes. “Pelas estradas, ao reacender a fome, os homens estendiam folhas de bananeiras sobre cestas de taquara, colocavam sacos alvinhos por cima e amoleciam a comida em água quente.”

“As comitivas passavam por aquela trilha ali”, aponta Ocílio para um caminho de roça e terra batida, quase à porta do restaurante Fazenda do Tropeiro, de comidas regionais, que ele mantém em Silveiras, um centenário e mítico ponto de passagem das tropas. “Silveiras de rancho virou um vilarejo e depois cidade. Isso ocorreu com diversas outras localidades do Vale do Paraíba. Eu costumo dizer que todo vale-paraibano tem ramificações nessas comitivas de gente audaciosa.” Um dos antepassados de Ocílio, por sinal, Anacleto Ferreira Pinto, era comprador de burros em Sorocaba, SP. “Ele trazia centenas - uma vez vieram 400 animais - e esperava as tropas aqui em Silveiras para fazer negócio. Isso faz do tropeirismo minha essência.” Em Silveiras, formou-se então um centro de serviços (havia 16 ranchos) com celeiros, ferreiros, cesteiros, cangalheiros, trançadores de couro, domadores, catadores de ferraduras. Era uma efervescência só.

Quem registrou a vida errante e sofrida do tropeiro em suas obras foram o escritor Monteiro Lobato, nascido em Taubaté, e o grande Mazzaropi, que adotou como sua a mesma cidade. Taubaté é considerada por Ocílio a fonte irradiadora da cultura e dos hábitos seculares dos habitantes do Vale do Paraíba.




A carne é cozida na panela (de preferência, em fogão a lenha) e depois desfiada ainda quente para compor a paçocaO franguinho caipira é um dos pratos mais requisitados no restaurante do Ocílio. Leva banha de porco, dentes de alho, calda de limão, pimenta-do-reino, cebola e é caprichosamente cozinhado no fogão a lenha pela dona Francisca, uma auxiliar antiga e delicada. Quando sai do fogo, é adicionada farinha de milho ou de mandioca. “É do gosto de cada um a escolha de uma ou de outra farinha.” O restaurante serve ainda, entre outras delícias típicas, paçoca de carne-seca, arroz com urucum, carne à moda da Bocaina (serra que a tropa percorria antes de chegar ao Rio de Janeiro), frango à moda dos moreiras, afogado, mocotó cozido, arroz com pato e pato com pitanga. Cada prato tem sua história – que é contada por Ocílio.

O povo da região gosta demais de uma iguaria que hoje pouco se ouve falar dela nos grandes centros urbanos: a farofa de içá. São formigas do tipo içá, e leva óleo, sal e farinha de mandioca no preparo. Importante: antes da fritura, as asas, as pernas, a cabeça e o ferrão são retirados, permanecendo só a bundinha do içá. Fica crocante. “Em novembro, quando Tupã se enfurece e vêm as trovoadas, as panelas de içá começam a estourar, dando início a uma grande tradição do povo do Vale do Paraíba, que é a caça às içás”, narra Ocílio. E novembro é o mês em que o restaurante promove o Festival da Içá, iguaria alimentar dos indígenas que habitaram o vale.

O livro mais conhecido de Ocílio, que é titular da cadeira 17 da Academia Brasileira de Gastronomia, leva o título de São Paulo – Caminhos da colonização: viagem de tropeiros entre serras. Nele, o cozinheiro historiador mostra que grande parte das famílias do Vale do Paraíba é da árvore dos tropeiros. A trilha do ouro trouxe viajantes de Minas Gerais e muitos se radicaram por lá. Mais tarde, com a decadência da mineração, foi a vez de o “ouro verde”, o café, expandir-se pelo Vale do Paraíba e por Minas Gerais. O ciclo do café também entrou em inexorável declínio.


Escritor e sociólogo, Ocílio Ferraz se esmera no preparo de quitutes caboclos como a paçoca e o franguinho caipiraOcílio resume: “O ouro e o café passaram com a riqueza e deixaram pobreza no rastro”. No entanto, brota hoje no vale com força o que ele chama de turismo de cultura. “Chegou para ficar. É notório o incremento do artesanato, da dança, da música e dos restaurantes de comidas típicas na região. Aqui mesmo, n’O Tropeiro, o movimento aumentou mais de 10% de um ano para cá”, diz. Segundo Ocílio, que faz palestras em universidades pelo país afora, com o bolso mais recheado, o brasileiro tem transitado internamente e mostrado interesse em conhecer suas origens.



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Paçoca de carne-seca

Serve: 5 pessoas | Tempo de preparo: cerca de 1 hora | Dificuldade: média

Ingredientes
400 g de carne-seca picada
1 xícara e meia de cebola picada
3 dentes de alho
2 tomates
1 xícara de farinha de milho ou de mandioca
½ xícara de pimentões
2 colheres de óleo de milho ou de soja
sal e salsinha a gosto
água

Como fazer
Coloque a carne-seca de molho num recipiente com água fria, trocando-a a cada quatro horas, por três vezes, para retirar o excesso de sal. Depois, numa panela, cozinhe a carne na água (o suficiente até cobri-la em fogo médio) por dez minutos, ou até ferver. Desfie ainda quente. Enquanto isso, refogue a cebola, o sal e o tomate no óleo e acrescente o pimentão. Junte a carne desfiada. Coloque a salsinha e transfira a mistura para um pilão e soque com a farinha até obter a farofa.


Retratos da história do vale: o velho alforje, a ferradura gasta que ficou no vilarejo e a caveira do boi
Fonte: Globo rural

Banda larga do governo deverá custar R$ 35 mensais


O valor foi anunciado hoje pelo ministro Paulo Bernardo, que esteve reunido com representantes de provedores de internet.


O ministro das Comunicações Paulo Bernardo disse hoje que o Plano Nacional de Banda Larga, que será oferecido pelo Governo Federal, deverá custar cerca de R$ 35 mensais. "Trabalhamos com o valor de referência do acesso à internet a R$ 35 mensais, mas podemos até reduzir esse preço", disse Bernardo nesta terça-feira (11/01).

O ministro disse ainda que o valor final será definido junto com os provedores. "Não queremos fazer filantropia. Queremos que os provedores tenham condições e disposição de oferecer internet acessível", afirmou Bernardo, que também não descartou a possibilidade de o BNDES facilitar o crédito para empresas regionais de internet.

Paulo Bernardo esteve reunido com representantes de provedores de internet. Participaram da reunião Eduardo Fumes Parajo, presidente da Abranet; Magdiel Costa Santos, presidente da Globalinfo; Marcelo Siena, presidente da Redetelesul/Conapsi; Percival Henrique, presidente da Anid; Rafael de Sá, presidente da Internetsul. A principal reclamação dessas empresas foi em relação aos impostos, falta de crédito e burocracia no setor.

Durante o encontro, o ministro das comunicações falou ainda de seus planos de criar o PAB - Plano de Aceleração da Banda Larga.

Fonte : Època negócios.

Em busca de ideias geniais


Ele ajudou a criar o PayPal e foi um dos fundadores do YouTube. Agora, tem uma empresa de venture capital, a YouUniversity. Aqui, Jawed Karim, 31 anos, conta como é conquistar — e viver — o sucesso.


Aos 16 anos, Jawed Karim criou um sistema de e-mails para a escola em que estudava, o St. Paul’s School, em Minnesota (EUA). Dois anos depois, montou o site do laboratório de bioquímica da Universidade de Minnesota, onde sua mãe trabalhava. Mais tarde, cursando a Universidade de Illinois, seria convidado para trabalhar na PayPal. Mas a carreira meteórica do rapaz de origem alemã e criado nos EUA estava apenas começando.

Após a venda da PayPal para o e-Bay, em 2002, ele decidiu empreender. Em uma troca de ideias com os amigos Chad Hurley e Steven Chen, teve uma ideia tão simples quanto genial: criar um site onde as pessoas pudessem compartilhar vídeos de todos os tipos e procedências. Coube a Hurley e Chen transformar o YouTube em um dos maiores fenômenos da internet — Karim, que ficou com uma participação minoritária, tinha outros planos: estudar ciência da computação em Stanford. A venda do YouTube para a Google, em 2006, por US$ 1,65 bilhão, pegou Karim de surpresa — mas, mesmo com um lote menor de ações, ele embolsou US$ 64 milhões.

Então, ele partiu para seu empreendimento mais pessoal: a empresa de venture capital YouUniversity Ventures, que investe em negócios virtuais. Em novembro, Karim participou do evento “Silicon Valley — What’s Your Innovation”, organizado pelo Centro de Empreendedorismo da FGV-EAESP e pelo Fórum de Inovação, com patrocínio da Bric Chamber, e deu a seguinte entrevista a Pequenas Empresas & Grandes Negócios:

De onde vêm as boas ideias?
As melhores ideias de negócios vêm de uma necessidade pessoal. É algo em que se está muito interessado, ou mesmo apaixonado. Foi o que aconteceu no caso do YouTube. Eu estava no computador, tentando encontrar vídeos de dois acontecimentos marcantes de 2004. Um era a apresentação da Janet Jackson no show do Super Bowl, quando ela ficou com o seio de fora. O outro era o tsunami na Ásia. Descobri que era bem difícil achar essas imagens. Daí eu e meus colegas pensamos: e se criássemos um site onde as pessoas pudessem compartilhar vídeos? Foi assim que tudo começou.

Depois de criar o YouTube, você decidiu deixar seu cargo na empresa e voltar à faculdade. Por quê?
Eu não deixei a empresa totalmente, já que passei a atuar como consultor. Mas eu queria mesmo é estudar. Me vejo como alguém que gosta de trafegar em vários campos. Não sinto necessidade de ficar preso a uma empresa.

Como é ser jovem, bem-sucedido e milionário?
O melhor de ser milionário é que isso te dá mais exposição. Você tem acesso fácil e rápido a um grande número de pessoas, já que seu talento para empreender está comprovado. Mas existe uma armadilha aí, algo comum entre os jovens empresários do Vale do Silício. O empreendedor cria um negócio de sucesso, vende por alguns milhões de dólares, e daí vem a pergunta: e agora? A pressão para que ele continue empreendendo é grande. Só que, se a empresa seguinte não for maior do que a primeira, ele vai ser considerado um fracasso. E isso é uma grande injustiça. Essa é uma das razões por que não me vejo abrindo uma companhia depois da outra. Não quero essa responsabilidade para mim.

Por que você decidiu fundar o YouUniversity Ventures?
Para mim, é gratificante conviver com jovens empreendedores. Nosso trabalho no YouUniversity é proporcionar ajuda financeira e consultoria a startups no universo virtual. Até agora, já trabalhamos com 15 empresas. Uma delas é a AirBnB: usando o site, você pode se hospedar na casa de moradores de outros paí­ses. Outra é a Futureadvisor, que dá dicas de investimento a longo prazo.

Como você escolhe as empresas que vai financiar?
A decisão tem muito a ver com marketing. Avaliamos se há mercado para o produto ou serviço que está sendo oferecido. Também presto atenção nos sócios da empresa. Que tipo de pessoas são? Eles têm experiência? São criativos? Considero importante que a empresa tenha um produto ou serviço bem definido, e não apenas um plano de negócios. Alguns empreendedores me apresentam planos de 20 páginas, com previsões de faturamento para os próximos dez anos. Isso não faz sentido. Ninguém sabe o que vai acontecer nos próximos dez anos!

Que conselho você daria para quem está abrindo um negócio virtual?
Você precisa ter certeza de que o que está oferecendo será valioso para as pessoas. Elas vão economizar com o seu produto? Vão ganhar tempo ou dinheiro? Vão se tornar mais produtivas? Se o seu produto ou serviço não for útil o bastante, os consumidores não vão se dispor a pagar por ele. O foco deve ser sempre o público, e não a última novidade hi-tech. Estar atento às inovações tecnológicas é importante, mas não é o que deve determinar os caminhos do seu negócio. O importante é ter uma boa ideia. E isso qualquer um pode fazer.

Você já declarou que empreendedores deveriam aprender a falhar mais e planejar menos. Por quê?
Antes do YouTube, eu abri três empresas diferentes, e todas elas fracassaram. Mas, a cada fracasso, eu ia aprendendo novas lições, e assim fui me tornando um empreendedor mais preparado. Para ser empreendedor, é preciso ter um apetite pelo risco, ter coragem de tentar várias coisas diferentes, até achar o caminho certo.

Fonte: PEGN

Arquiteta de Londres cria estrutura em forma de flor que coleta energia solar e eólica




Energia captada é usada para transformar flor em estrutura luminosa durante a noite~.



A arquiteta londrina Laurie Chetwood inovou com a criação de uma estrutura em forma de planta que une tecnologia, design e sustentabilidade. A estrutura foi batizada de London Urban Oasis e é capaz de coletar energia solar e eólica durante o dia, além de armazenar água da chuva. A obra é feita de aço e vidro e tem 12 metros de altura.

Durante o dia, a flor se abre e fecha para que as células de captação solar possam funcionar. O tronco central é uma espécie de chaminé, que alimenta uma turbina de vento interna para gerar ainda mais energia e resfriar a área perto da instalação. Durante a noite, a energia captada é utilizada para acender a flor, que se transforma num belíssimo espetáculo de luzes. Além disso, a água da chuva captada é usada para resfrescar os visitantes.
Fonte: PEGN

Cientistas desenvolvem programa que faz plantas detectarem bombas


Folhas mudam de cor na presença de substâncias químicas de explosivos e poluentes.



Elas nos fornecem alimentos, agradam o olhar e agora podem até salvar nossas vidas. Cientistas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, desenvolveram plantas capazes de detectar substâncias químicas como as de bombas e poluentes.

A ideia funciona porque as proteínas receptoras do DNA da planta reagem naturalmente a estímulos ameaçadores, liberando substâncias chamadas de terpenoides para engrossar a cutícula da folha, alterando sua cor. A reação serviu de base para a pesquisa realizada em parceria com o Pentágono, sede do Departamento de Defesa americano.

A professora June Medford, em conjunto com sua equipe, "ensinou" essas proteínas das plantas a mudar de cor na presença de produtos químicos. O trabalho é feito com a ajuda de um programa de computador que manipula o mecanismo de defesa natural das plantas, levando seus receptores a reagir a elementos nocivos de explosivos e poluentes presentes no ar e na água.

+ Pesquisadores criam pimenta jalapeño extragrande

A planta detecta a substância e ativa um sinal interno que faz com que as folhas verdes fiquem brancas. Segundo Medford, as habilidades de percepção dessas plantas são semelhantes ou até melhores que as dos cachorros.


De acordo com a pesquisadora, os resultados da pesquisa podem ajudar a melhorar a segurança de aeroportos, centros de compra e arenas esportivas, além de contribuir para que qualquer pessoa possa identificar se uma água é imprópria para consumo, por exemplo.


Os cientistas receberam recentemente uma verba de cerca de R$ 13 milhões (US$ 7,9 milhões) da Agência de Redução de Ameaças dos Estados Unidos, órgão do Departamento de Defesa, para adaptar a descoberta ao “mundo real”, segundo informações do jornal Daily Mail.

Fonte : Globo Rural.

Ensinando negócios na universidade


Com o objetivo de levar o empreendedorismo às faculdades brasileiras, a Endeavor traz para o Brasil o programa Bota pra Fazer, uma adaptação da metodologia FastTrac, criada pela Fundação Kauffman.


Apenas 3% dos adultos com formação superior tiveram acesso a algum tipo de educação empreendedora, segundo a última edição da pesquisa internacional Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP). “A educação empreendedora engatinha no Brasil”, diz Juliano Seabra, diretor de Pesquisa e Educação da Endeavor. “Os estudantes são preparados para ser funcionários, e não donos do seu próprio negócio.” Segundo ele, a questão não está ligada apenas ao grau de desenvolvimento do país. “No Chile, 40% da população adulta teve acesso à educação empreendedora; na Argentina, 20%. É um problema localizado.”

Para tentar mudar essa situação, a Endeavor está trazendo ao Brasil a metodologia FastTrac, desenvolvida pela Fundação Kauffman, entidade norte-americana especializada em empreendedorismo. No Brasil, o programa levará o nome de Bota pra Fazer. Um dos maiores diferenciais é o foco nas atividades práticas: em vez de páginas e mais páginas de teoria, o aluno é exposto a séries de exercícios práticos, depoimentos de empreendedores e dicas para desenvolver cada etapa do planejamento. A adaptação para a realidade brasileira passou por várias fases. Para começar, foram chamados 16 especialistas, de instituições como Fundação Dom Cabral, Insper, UFPE, UNIFACS, PUC-RJ, Ibmec-RJ, PUC-RS, FGV, USP, FURB, Inatel e Unicamp. Além de ler todo o material e fazer suas sugestões, eles participaram de workshop ao lado de um representante da Fundação Kauffman.

Na sequência, foram entrevistados empreendedores de diferentes setores — seus depoimentos ilustram os capítulos da tradução brasileira. Depois, chegou a hora de consultar experts nas áreas jurídica, tributária e societária, para adaptar o texto às regras brasileiras. A etapa seguinte foi a criação de um portal para os estudantes (www.botaprafazer.org.br). “No material americano, o que existia era um site para download”, afirma Seabra. “Decidimos ir além e criar um portal onde o estudante possa fazer exercícios on-line e assistir a vídeos com depoimentos de empreendedores.” O site conta ainda com uma rede social, onde alunos e professores podem discutir ideias e planos de negócios.

Por fim, em novembro, teve início a implementação do programa nas universidades: a primeira a adotar o Bota pra Fazer foi o Ibmec-RJ, em novembro: lá, o programa foi usado em um curso de MBA. Já na PUC do Rio Grande do Sul, quem conclui o programa ganha uma certificação adicional em empreendedorismo. “Não existe uma maneira única de aplicar a metodologia”, diz Seabra. “Encorajamos as universidades, sejam públicas ou privadas, a desenvolver seus próprios formatos. Pode ser uma disciplina, uma matéria eletiva, uma atividade extracurricular, um curso aberto... Nos Estados Unidos, ela costuma ter entre 30 e 48 horas de duração: essa flexibilidade é uma de suas qualidades.” Ainda em 2010, a metodologia deve estar chegando a 15 universidades. A ideia é atingir cinco mil alunos já no primeiro semestre de 2011.

Fonte : PEGN