quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Brasil inaugura supercomputador para pesquisa do clima


Batizado de Tupã, o equipamento é capaz de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo e amplia em 50 vezes a capacidade do País no processamento de estudos climáticos.



Tupã: a supermáquina será usada na previsão do tempoJá está funcionando o novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), capaz de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo. Batizado de Tupã, o equipamento amplia em 50 vezes a capacidade do País no processamento de estudos climáticos, colocando o Brasil em destaque no cenário internacional.

Instalado em Cachoeira Paulista, a 206 quilômetros de São Paulo, o supercomputador permitirá que setores como transporte e agricultura possam trabalhar com planejamento, uma vez que o sistema atual não tem tanta precisão em relação a fenômenos extremos, como chuvas intensas, secas e geadas.

Com modelos de processamento que permitem a simulação aprofundada, o Tupã vai garantir aos pesquisadores respostas mais confiáveis e precisas. Segundo Gilvan Sampaio, pesquisador do Inpe, o novo sistema terá aplicação regional e atenderá toda a América do Sul, já que os centros de pesquisas climáticas do exterior não oferecem esse serviço. Para Carlos Henrique Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o Tupã é "o olhar global do ponto de vista dos brasileiros".

O supercomputador será útil em pesquisas sobre atmosfera, oceanos, superfície terrestre e química da atmosfera. "Será possível analisar, por exemplo, a temperatura da superfície do mar e a espessura do gelo na Antártida", explica Sampaio

Fonte: època negócios

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

''Empresas têm obrigação de prover internet popular''


Ligadíssima em novas tecnologias, a presidente Dilma Rousseff quer massificar o acesso à internet. A oferta de serviços de banda larga a preços populares, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), é o que ela chama de "xodó 2.0". O primeiro xodó é o programa Luz Para Todos.


Andre Dusek/AEDesafio. 'É mais fácil fazer impeachment do presidente do que a cassação de concessão de rádio'
"Ela acha que isso poderá, num prazo razoavelmente curto, significar um aumento muito grande da produtividade do trabalho, melhor aproveitamento da estudantada na escola, melhor desempenho dos professores, as empresas serão altamente beneficiadas", diz Paulo Bernardo, em entrevista ao Estado.

Bernardo, que hoje toma posse no Ministério das Comunicações, foi incumbido de mapear, na indústria nacional, quem é capaz de fornecer equipamentos para o setor de informática e comunicações. Dilma quer que a nova classe média possa comprar tablets a prestação. Medidas de incentivo na forma de crédito e tributação favorecidos poderão ser adotadas.

Também por orientação de Dilma, toda a diretoria dos Correios será mudada hoje. A regulamentação da mídia, tema polêmico conduzido no governo passado pelo ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins, agora ficará sob responsabilidade de Bernardo. Ele acha que é preciso acalmar os ânimos e ampliar o debate, mas garante: não haverá censura.

O Ministério das Comunicações será "refundado", como defendeu Franklin Martins?

Percebi, pela conversa da presidente, que ela tem uma expectativa grande. Falou uns 20 minutos sobre a incorporação de milhões de pessoas ao uso de novas tecnologias. Acha que isso poderá, num prazo razoavelmente curto, significar aumento muito grande da produtividade do trabalho, melhor aproveitamento da estudantada na escola, melhor desempenho dos professores, as empresas serão altamente beneficiadas. A verdade é que a internet é absolutamente imprescindível.

Quais serão suas prioridades?

A prioridade premente que é a discussão do Plano Geral de Metas de Universalização da telefonia que foi adiado de 1.º de janeiro para 2 de maio e prevê ampliação de acesso à banda larga.

Como fica a Telebrás nessa discussão de acesso à banda larga com preços populares?

Há uma parte que as empresas privadas vão fazer e outra que a Telebrás vai fazer. O presidente Lula falou, e a Dilma concorda, que o mercado deveria ter resolvido isso. A experiência mostrou que não. Então, estamos entrando para empurrar o setor. Mas as empresas têm obrigação de fornecer o serviço, elas são concessionárias, ganham dinheiro com serviço público. Elas têm corresponsabilidade. Querem o quê? Fornecer para a classe média que ganha R$ 10 mil por mês? E o povão do Morro do Alemão vai ficar sem serviço? A verdade é que o setor fez opção de oferecer o serviço caro para poucos. E a banda é meio larga, porque a Coreia está discutindo um acesso de 1 giga, enquanto nós falamos de 1 mega.

É atendimento para a nova classe média?

Tem uma classe média ascendente no País. Este ano, o número de passageiros novos em aviões chegou a 9 milhões. Essas pessoas também compram um desktop no varejo por R$ 799. Não faz sentido pagarem R$ 120 para ter acesso à internet. A Dilma falou assim: "chama os produtores nacionais de computador e faz uma negociação com eles para fornecer tablets com preço mais popular". Preço popular seria R$ 400, R$ 500, algo que a prestação caiba no bolso.

E os Correios? O aparelhamento da estatal pelo PMDB acabou com a credibilidade dos serviços. Como fazer para recuperá-la?

A orientação que a Dilma deu foi a seguinte: no primeiro dia, nomear a diretoria e dar metas claras para melhorar a gestão. Ali há alguns problemas prementes. Por exemplo, o concurso, que está pendente há dois anos. Temos também um conflito em torno das franquias. E a licitação não concluída para transporte aéreo. O governo gasta R$ 300 milhões por ano com esse serviço, deveria ser um cliente mais do que vip.

Os Correios vão ter aquela empresa de logística?

Isso é algo que está sendo discutido. Vamos propor uma medida legal para permitir que os Correios tenham empresa subsidiária. Mas, se vai ter uma empresa de aviação ou não, isso é outro problema. Hoje estamos com dificuldade para comprar caixa para carregar carta (por causa do processo de licitação). Como é que vai comprar peça de avião? Neste momento, não teremos empresa de avião.

E sobre regulação de mídia? Primeiro, estamos falando da regulação de mídia eletrônica, não estamos falando dos jornalões. Entendo que é assunto sensível. Mas ninguém no governo Lula falou de censura, tampouco no governo da Dilma. A gente deveria colocar a bola no chão para discutir com tranquilidade. A Constituição prevê que a mídia tem de ter conteúdo nacional, produção de caráter regional, não pode fazer apologia ao racismo, não pode veicular mensagens de caráter discriminatório. Acho que é bem razoável se falar em porcentual de produção nacional. Quem faz jornalismo tem de fazer produção local. O Franklin cita um dado muito interessante, que mostra que o faturamento das teles é 14, 15 vezes maior que a radiodifusão. Se você deixar resolver no mercado, pode ser que o resultado seja péssimo. Em vez de aumento da produção nacional, vamos ter menos produção, pois vai ficar mais cômodo comprar tudo lá fora.

Vai ter agência de regulação?

Todos os países desenvolvidos do mundo têm agência. E ninguém vai lá xeretar o que você vai falar. Depois que você falou, se fez alguma propaganda incitando a pedofilia ou o racismo, por exemplo, ela olha aquilo e toma providências. Faz uma advertência para o difusor, e é isso.

Discute-se limitação de capital estrangeiro na mídia. Como fica?

Isso já tem regulamentação. Hoje um órgão de comunicação pode ter 30% de capital estrangeiro. A dúvida que se tem é se um portal na internet é um órgão de comunicação ou não, faz jornalismo ou não. Essa é a briga.

Qual a sua opinião?

Eu acho que se deveria aplicar para eles a mesma regra dos órgãos de comunicação: pode ter 30% de capital estrangeiro. E acho que deveria ter um corte, quantos por cento de produção própria para ser considerado um órgão de jornalismo, digamos assim. Tem de ver como resolve isso, pois alguns sites só repetem e outros têm um porcentual de produção próprio.

Em relação à concessão de rádio, vai mudar alguma coisa?

Há muitas críticas sobre o fato de políticos receberem concessão. Essa proposta está em discussão. Eu acho que isso deveria acabar: político não deveria ter concessão de rádio nem de TV. Mas precisa de aprovação do Congresso. E hoje é mais fácil fazer um impeachment do presidente do que fazer a cassação de uma concessão de rádio.


fonte: Estadão

Prazo para declaração de rendimentos das Micro e Pequenas Empresas está aberto


Empreendedores individuais e donos de micro e pequenos negócios devem ficar atentos. Será aberto e 1º de janeiro o prazo para declarar os rendimentos referentes ao ano de 2010. Os mais de 800 mil trabalhadores por conta própria formalizados em todo o País têm até o dia 30 de janeiro para entregar a Declaração Anual para o Microempreendedor Individual.

Para os donos de micro e pequenas empresas o prazo é um pouco mais longo. Os 3,6 milhões de optantes pelo Simples têm até o fim de março para entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN). Todos devem fazer a declaração na página da Receita Federal sob pena de pagar multas de R$ 50 (empreendedores individuais) e de R$ 200 (micro e pequenas empresas).

“Os empreendedores não devem deixar de declarar. É muito simples e fácil fazer a declaração e as informações são importantes para o governo mapear as necessidades dos empreendedores individuais e das micro e pequenas empresas e para melhorar o Simples”, orienta o gerente adjunto de Políticas Públicas do Sebrae, André Spínola.

A data limite para entrega da declaração dos trabalhadores por conta própria pode ser prorrogada para 28 de fevereiro, o que ainda depende de decisão do Comitê Gestor do Simples Nacional. A declaração é feita no endereço http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/Aplicacoes/ATSPO/DASNSIMEI.app/Default.aspx.
Pode formalizar-se como Empreendedor Individual todo trabalhador que trabalhe por conta própria e tenha renda anual de até R$ 36 mil. Com a formalização, os profissionais passam a contar com diversos benefícios, pagando, no máximo, R$ 62,10 por mês. O CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) permite que os autônomos abram conta em banco no nome da empresa, tenham acesso a crédito com juros mais baratos e emitam nota fiscal na hora de vender para outras empresas ou para o governo. Com a empresa legalizada, o empreendedor também passa a ter cobertura da Previdência Social.

Micro e pequenas empresas
A entrega da Declaração dos micro e pequenos negócios é feita exclusivamente pela internet, na página da Receita: http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/. O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado e simplificado que beneficia empresas com receita bruta anual de até R$ 2,4 milhões.

Os empreendedores que tiverem dúvidas na hora de fazer a declaração podem procurar o Sebrae nos estados. Consultores treinados farão o atendimento aos donos de pequenos negócios. Mais informações podem ser obtidas nas páginas: www.sebrae.com.br e www.portaldoempreendedor.gov.br.

fonte:PEGN

Como tornar seu negócio ecológico?


Tudo se inicia com uma medida básica, como a redução no consumo de energia e água. Depois, vem a análise do impacto ambiental da empresa. Dá para mudar algum processo sem gastar dinheiro? Sim, sempre dá. É só reaproveitar algum material desperdiçado no ciclo do negócio. Mas algumas atitudes, mais ousadas, exigem aportes de recursos. No final da escala de uma empresa que realmente deseja se tornar verde, é possível até influenciar fornecedores e clientes a também transformarem a sua forma de agir — e inovar. E é possível percorrer esse caminho com corte de gastos, ganho de produtividade e melhor posicionamento de mercado, como mostram os cinco exemplos desta reportagem. “Ser sustentável a partir de um projeto inovador é a chave para fidelizar clientes e ganhar da concorrência”, diz Dorli Terezinha Martins, consultora do Sebrae.



A ESCALA DA EMPRESA VERDE | Cinco passos para salvar a natureza – e a sua empresa 1 – PRÁTICAS BÁSICAS
O que fazer: aprimorar hábitos cotidianos no escritório, como economizar água e energia e usar material reciclado
Exemplo: nas obras do novo prédio da Feitiços Aromáticos, indústria de cosméticos e produtos esotéricos, Raquel Cruz, 41 anos, pensou em como poderia, com ações simples, ajudar o meio ambiente e ao mesmo tempo economizar custos. O projeto posicionou as janelas de forma a privilegiar a entrada de luz natural. Com isso, desde junho, houve uma redução de 40% nas despesas de energia elétrica. A Feitiços Aromáticos passou a trabalhar com coleta seletiva, reutilização de embalagens e optou por papel usado para fazer o preenchimento das caixas de entrega — em vez de plásticos e isopor. Até o final do ano, a empresa terá temporizador nas válvulas de torneira e vasos sanitários, o que, calcula Raquel, irá reduzir em 25% o consumo de água. “Pequenas mudanças de hábito fazem diferença para o bolso e para o meio ambiente”, afirma a proprietária do negócio. A Feitiços Aromáticos fatura anualmente R$ 150 mil e atende mais de dois mil clientes.

2 – MUDANÇAS NO NEGÓCIO SEM INVESTIMENTO
O que fazer: buscar alternativas para reduzir o impacto ambiental sem precisar gastar — como o reaproveitamento de materiais
Exemplo: “Não é preciso investir para ser sustentável. Basta ter boas ideias”. Essa foi a conclusão a que chegou Fernando Boleiz, 43 anos, proprietário da loja de brinquedos de madeira Pipoquinha Brinquedos, há três anos, quando começou a reaproveitar as sobras que eram descartadas durante a produção dos bonecos. No início, 40% da madeira era reaproveitada, hoje são 50%. Esse material foi utilizado para a criação de novos brinquedos e a iniciativa ainda fez Boleiz economizar 7% na compra de matéria-prima. “No começo, achei que esse trabalho seria uma perda de tempo. Mas percebi que uma ação sem complexidade pode melhorar o negócio e o meio ambiente sem exigir gastos”, afirma.

3 – MUDANÇAS NO NEGÓCIO COM INVESTIMENTO
O que fazer: desenvolver projetos e dedicar recursos à redução do impacto ambiental do negócio
Exemplo: assistindo a um noticiário em 2006, Juarez Cotrim, 40 anos, percebeu que precisava agir para que seu negócio, a Cerâmica Luara, deixasse de ser visto como vilão do meio ambiente. Ele então resolveu investir R$ 300 mil em um projeto de substituição de combustível. Os tradicionais fornos a lenha foram desmanchados; e queimadores de biomassa, colocados no lugar. O aporte valeu a pena, pois gerou aumento de produtividade. A Cerâmica Luara, que fatura anualmente R$ 1,6 milhão, passou a produzir 30% mais tijolos com o mesmo custo de 2005. Tornou-se também pioneira no mercado de créditos de carbono. “Me chamaram de louco, quando decidi investir esse valor. Mas isso foi o melhor negócio que já fiz na minha vida, tanto financeira como socialmente”, diz Cotrim. O empreendedor investiu também mais de R$ 30 mil para trocar os cabos elétricos — economizando 20% de energia —, criar barracões ecológicos e ter um sistema de reúso de água da chuva.

4 – FORNECEDOR SUSTENTÁVEL
O que fazer: avaliar a qualidade do material dos fornecedores e criar políticas de incentivo sustentável a essas empresas
Exemplo: há quatro anos, a rede de franquias Patroni Pizza, que fatura anualmente R$ 70 milhões, decidiu substituir o seu principal combustível — a lenha — por um que agredisse menos o meio ambiente. A rede investiu R$ 600 mil para que o seu fornecedor começasse a trabalhar com briquetes, subproduto da manipulação da madeira. “Precisei mostrar ao nosso fornecedor que o briquete era uma fonte rentável de negócio”, diz Rubens Augusto Junior, presidente da Patroni Pizza. A mudança permitiu uma economia de R$ 150 mil por mês, pois o novo material pode ser facilmente armazenado e proporciona maior higiene nas lojas. “Esse investimento gerou um valor agregado maior aos nossos produtos”, afirma Junior.

5 – INOVAÇÃO ECOLÓGICA
O que fazer: desenvolver produtos com baixo impacto ambiental que proporcionem um diferencial no negócio
Exemplo: um investimento de R$ 20 mil em 2009 permitiu à rede de franquias Lavasecco se destacar da concorrência. A inovação veio da substituição dos tradicionais cabides feitos de madeira, arame e plástico por similares ecológicos produzidos com papel. “Ações como essa fazem o consumidor perceber quais são os princípios da empresa e preferir o nosso trabalho”, diz Alessandra Oricchio, gerente de marketing da Lavasecco, que tem um faturamento anual de R$ 6 milhões. A rede desenvolve também um trabalho de conscientização dos clientes. Ao perceber que muitos esqueciam o porta-tíquete de plástico e jogavam as embalagens de proteção da roupa no lixo, a Lavasecco criou um porta-tíquete de papel, passou a envolver mais peças em uma mesma embalagem e criou sacolas retornáveis. Todo esse projeto recebeu um investimento de R$ 30 mil.

Foram consultados para esta reportagem Cláudio Tieghi, presidente da Afras; João Gilberto Azevedo, gerente de comunicação e mobilização do instituto Ethos; Dorli Therezinha Martins, consultora do Sebrae; Roberta Cardoso, professora da FGV-EAESP; e Isak Kruglianskas, professor da FEA-USP



DE OLHO NAS LEIS | Não param de surgir leis para estimular, ou mesmo obrigar, as empresas a contribuírem com o meio ambiente. Empreendedores que se adiantam e adotam desde já práticas verdes terão vantagem. A seguir, as últimas mudanças – e seus impactos. POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Sancionada em agosto deste ano, a lei estabelece regras para o recolhimento de embalagens usadas. Além disso, fabricantes, distribuidores e importadores ficam obrigados a responder pelo ciclo de vida e descarte correto de diversos produtos, como resíduos e embalagens de agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos.

LEI DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Desde junho, o estado de São Paulo prevê que até 2020 deverá haver redução de 20% das emissões dos gases de efeito estufa. A lei institui metas de diminuição de poluentes para diversos setores e a elaboração de programas — desenvolvidos com o setor empresarial — voltados para a inovação tecnológica.
fonte : PEGN

domingo, 2 de janeiro de 2011

Todos os olhos te olham


A escolha de Dilma como ministra de Minas e Energia surpreendeu a muitos. Mas foi na Casa Civil que ela construiu seu caminho à Presidência.

Brasília - Faltavam 48 dias para Lula tomar posse no Palácio do Planalto quando uma técnica quase desconhecida vinda de Porto Alegre aterrissou em Brasília. Dilma Rousseff era uma novidade entre os especialistas em energia escalados para compor a equipe de transição. Em oito anos, a tecnocrata sem bagagem política viveu uma escalada vertiginosa – passou por dois ministérios, tornou-se gerente do governo e a primeira mulher presidente do Brasil.

Desde o princípio, a mudança para a capital virou do avesso a vida de Dilma. Primeiro, porque o convite feito pelo então coordenador da transição, Antonio Palocci, exigia uma resposta imediata. Menos de 24 horas após a decisão, ela já estava no Aeroporto Jus­­celino Kubitschek e, de lá, seguia direto para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde a equipe trabalhava.

Imediatamente se integrou a um time que deu feição à era Lula. Além de Palocci (ministro da Fazenda entre 2003 e 2005 e escolhido por Dilma para assumir a Casa Civil a partir de janeiro), foi colega de José Sérgio Gabrielli (presidente da Petrobras), Miriam Belchior (atual coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento e futura ministra do Planejamento) e Erenice Guerra (sucessora de Dilma na Casa Civil, derrubada em setembro por um escândalo de favorecimento de parentes). Na convivência, reforçou a fama de exigente e durona.

Campanha
Ex-vizinho diz que faltou “sensibilidade”

A penúltima mudança de residência de Dilma Rousseff em Brasília causou furor no Lago Sul, bairro nobre da capital. A casa alugada para servir de moradia-comitê da petista durante a campanha presidencial fica numa rua estreita e pacata. A nova moradora atraiu uma legião de jornalistas que deram plantão ao longo da disputa eleitoral.

Os repórteres se multiplicaram por três após a vitória no segundo turno. Foi então que o administrador Robério Simionato resolveu dar uma mão à imprensa. Vizinho da casa alugada pelo PT, ele abriu a garagem e organizou uma espécie de comitê para ajudar na cobertura jornalística.

Simionato espalhou mesas, extensões de tomadas, ofereceu banheiros, água, café, frutas, biscoitos e até pilhas para os repórteres. O comitê de imprensa durou uma semana, quando Dilma se mudou para a Granja do Torto para deixar de atrapalhar a vizinhança. Simionato, no entanto, não demonstra saudades da futura presidente. “Nunca falei com ela.” Para ele, faltou “sensibilidade” à petista, tanto no contato com os vizinhos quanto com os jornalistas. “Custava ser simpática e dar uma passadinha aqui? Engraçado que ela ia comer pastel na feira para pedir votos, mas esqueceu da gente”.

Ainda assim, ele diz que votou em Dilma. “Mas votei mais pelo programa do partido do que por ela mesma.”





Ao assumir o ministério de Minas e Energia, em janeiro de 2003, Dilma desbancou políticos do PMDB e técnicos mais experientes

Em 2007 foi interpelada no Senado por ter afirmado que mentira na prisão. Em um discurso emocionado, disse que o fez para salvar amigos da tortura

Em fevereiro deste ano, é aclamada como a candidata do PT à sucessão de Lula

Em 1º de outubro, foi ao batismo de seu primeiro neto, Gabriel. No segundo turno se esforçou ainda mais para mostrar seu lado cristão, após ser acuada por críticas de religiosos

Na diplomação, há duas semanas, teve a companhia de Paula, sua única filha, e de sua mãe, Dilma Jane, descrita por antigos e atuais amigos da presidente como uma mulher muito bonita, elegante e atenciosa
“Ela sempre foi uma mulher de resultados”, define a senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT), que também participou da transição. Ela se lembra de um trabalho em parceria com Dilma, que envolvia uma missão delegada pessoalmente por Lula. “O presidente havia passado uma orientação para que fizéssemos um estudo para que os investimentos da Petrobras fossem concentrados no Brasil. Na época, quase todos os recursos iam para fora, principalmente para Cingapura.” Do resultado, saiu o embrião que levou ao projeto de retomada da indústria naval brasileira, um dos feitos mais mencionados por Dilma durante a campanha eleitoral deste ano.

Ao todo, foram dois meses de serviço pesado na transição até a posse de Lula – e sem qualquer garantia de emprego ao final do período. Dilma encerrava o expediente quase sempre depois da meia-noite. O esforço não passou despercebido.

Há controvérsias, entretanto, sobre quando ela foi escolhida para o Ministério de Minas e Energia. Desde 2001, a referência entre os petistas e mais cotado para a vaga era o engenheiro nuclear Luiz Pinguelli Rosa. A opção por Dilma, no entanto, teria sido tomada pessoalmente por Lula.

Pesou a favor dela o fato de ter sido secretária estadual de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. O presidente queria alguém com experiência prática para evitar a repetição do apagão elétrico de 2001, um duro golpe na credibilidade da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na época, o problema não atingiu os gaúchos.

Apesar da relativa surpresa pela nomeação de Dilma, ela logo teve carta branca para reestruturar todo o setor. Novamente, os destinos dela e de Gleisi se cruzaram. Então diretora financeira de Itaipu, a petista conta que a presidente eleita sempre se preocupou com a defesa dos direitos das mulheres.

“Ela apoiou a criação de um grupo pró-equidade de gênero no setor elétrico, que incluiu instituições como Eletrobras, Eletrosul, Furnas e Petrobras e passou a estimular a participação de mais mulheres nos cargos de direção.” No Planalto, Dilma se aproximou do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, e ganhava a simpatia de Lula pelo estilo diferenciado em relação à maioria dos colegas – era de poucas palavras e de muitos objetivos concretos.

Quando José Dirceu deixou o governo abatido pelas denúncias de envolvimento com o mensalão, em junho de 2005, Lula quis mudar o perfil da Casa Civil. No lugar do articulador, entrou a “gerentona”. No primeiro ano, Dilma teve uma série de atritos com o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, sobre a política de juros.

Ela queria que os juros diminuíssem para facilitar os investimentos, enquanto ele defendia a estratégia vigente como uma defesa contra a inflação. Em 2006, Palocci deixou o governo após envolvimento no escândalo da quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa. E Dilma ganhou ainda mais força.

Além do poder, a mudança para a Casa Civil deu mais conforto a Dilma. Ela se mudou para uma residência oficial no Lago Sul, na região conhecida como Península dos Ministros, uma das regiões mais nobres de Brasília. Todas as manhãs saía para caminhar na beira do Lago Paranoá, acompanhada pelo labrador Nego, que herdou de José Dirceu, antigo morador da casa. Entre a vizinhança milionária, ninguém quer se expor em entrevistas com nomes ou declarações mais reveladoras sobre a presidente.

Bronca terceirizada

No governo desde março de 2005, o ministro do Planeja­­­mento, Paulo Bernardo, foi um dos poucos que participaram de momentos mais descontraídos com Dilma. “Paulinho”, como é chamado pela presidente eleita, diz que ela gosta de música e poesia e leva jeito na cozinha – o que pode ser um talento tardio, já que era tida como péssima cozinheira entre as colegas de cela no presídio Tiradentes, onde ficou entre 1970 e 1973. O paranaense também tem outra explicação para a fama de durona de Dilma. “Na verdade, o Lula transferiu as broncas para a Dilma. Ele, como presidente, não podia desgastar a relação com os ministros e deixou isso para quem tinha a função de coordenar o governo.”

Paulo Bernardo foi, talvez, o ministro que mais conviveu com Dilma no governo, graças ao PAC. “Sempre nos demos bem. Comigo ela é até bastante afetuosa.”

Desde 2007, o programa serviu como credencial para que Dilma concorresse à Presidência. Nos bastidores, a tese é que Lula já havia escolhido a ministra para sucedê-lo logo após a reeleição, em 2006. Mas foi em 2008 que ela passou a ser chamada de “mãe do PAC”.

Em 2009, já como a mais lembrada entre os petistas para o Planalto, teve de superar um câncer linfático. Reduziu as aparições públicas, mas não a carga de trabalho. Até que, em março de 2010, desincompatibilizou-se do ministério para dedicar-se à candidatura.

Entre viagens por todo o país, preferiu manter a residência-comitê em Brasília – historicamente, os presidenciáveis sempre preferiram o eixo Rio-São Paulo. Venceu as eleições e, depois de Belo Horizonte e Porto Alegre, parece ter feito de Brasília sua nova verdadeira casa. Pelo menos até 2014.

fonte: gazeta do povo

Criação da UEPR unifica sete faculdades estaduais


Foi inaugurada ontem, na avenida Mateus Leme, em Curitiba, a sede da Universidade Estadual do Paraná. A nova instituição irá reunir sete faculdades estaduais já pertencentes ao Sistema Estadual de Ensino Superior.

A Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) e a Faculdade de Artes do Paraná (FAP), em Curitiba; a Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam); Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea); Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí (Fafipa); Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá (Fafipar); e Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória (Fafiuv).

“No prédio da Mateus Leme irá funcionar a reitoria da universidade. O edifício foi cedido à instituição pelo Ministério Público do Paraná”, disse o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Nildo José Lübke. “A unificação das sete faculdades permite que o Estado tenha um gerenciamento mais eficiente do ensino superior. Juntas, elas passam a ter mais força institucional”.

A nova universidade será a terceira maior estadual de ensino superior do Paraná, perdendo apenas para a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e para a de Maringá (UEM).

Ela já inicia suas atividades com 59 cursos de graduação, 22 especializações, 12.041 alunos e 606 docentes. “Agora, estamos trabalhando para estruturar a universidade. Em um segundo momento, devem ser abertas novas vagas, com vestibular unificado e criação de cursos especializados de acordo com as necessidades específicas das regiões onde estão instalados campi”.

O orçamento da nova universidade para 2011 está previsto em R$ 73.185.300 (o que equivale a 6,2% do total da despesa do Estado com ensino superior), mais R$ 1,5 milhão para implantação da reitoria.

fonte: parana online

Tosse pode ser curada com substância do chocolate


O chocolate tem diversos benefícios para o corpo quando consumido com moderação, destaque para suas vitaminas e sais minerais, além de conter alto teor de flavonoides, que ajudam a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares e proporcionam sensação de prazer e bem-estar. Entretanto, estudos recentes indicam que ele pode ter uma nova função: ajudar quem sofre de tosse persistente.

Segundo estudiosos, uma das substâncias isoladas do cacau dificulta a ação de irritação da tosse. Um levantamento feito no Reino Unido apontou que 7,5 milhões de pessoas sofrem com a tosse persistente a cada ano.

Hoje os remédios utilizados para evitar os sintomas são à base de opiáceos, como xaropes que contêm codeína, um narcótico. Porém, segundo a agência que controla os produtos na Inglaterra, pessoas menores de 18 anos não devem tomar essa medicação, pois as desvantagens superavam os benefícios.

Por isso uma empresa britânica de remédios está ajudando a desenvolver outro remédio à base de uma droga chamada teobromina. Ela inibe a queima inadequada do nervo vago, uma característica fundamental da tosse persistente. "O interessante é que a teobromina é encontrada em pequenas quantidades em produtos à base de cacau", explicou a empresa.

"A descoberta da teobromina no cacau, pode representar uma alternativa mais vantajosa à tosse persistente do que os perigosos opiáceos utilizados até então, além do que parece ser mais atrativo, principalmente para as crianças, saber que o remédio para tosse é o chocolate", completa a tutora do Portal Educação, a farmacêutica Carolina Marlien.

De acordo com Alyn Morice, da clínica Hull Cough, por enquanto é "teoricamente possível" obter teobromina suficiente em uma barra de chocolate para aliviar a tosse, mais estudos ainda devem ser feitos para revelar a dose exata necessária e para evitar a ingestão excessiva de calorias.

fonte : bondenews