domingo, 28 de novembro de 2010

O desbravador do varejo - Grupo Angeloni


Ao adotar a modernidade e o pioneirismo como características, o Grupo Angeloni tornou-se referência entre as redes de supermercados do país
Cruzar os 205 quilômetros que separam a cidade de Criciúma da capital Florianópolis não é fácil. A BR-101 mais parece uma sequência de desvios do que uma estrada federal. O que era para ser feito em duas horas exige o dobro de tempo. 'É por isso que não saio mais daqui. Detesto andar atrás dos outros, quero sempre estar na frente', afirma Antenor Angeloni, fundador ao lado do irmão Arnaldo, do Grupo Angeloni, formado por 20 supermercados, quatro postos de combustíveis e 19 farmácias espalhados pelos estados de Santa Catarina e Paraná. Homem de poucas palavras, físico privilegiado para os seus 73 anos e olhar atento ao que acontece ao seu redor, ele conta que sempre se sentiu atraído por desbravar mercados. "Sou curioso, aberto a novidades e disposto a implantar em meus negócios o que possa melhorar a vida do cliente e torná-lo mais fiel", diz. "Se isso significar pioneirismo, melhor".

A rede de supermercados Angeloni, que atendeu 26,7 milhões de clientes em 2008, é referência regional e traz no DNA a marca de seu criador: olhos voltados para o futuro. Seu traço de pioneirismo reporta à sua própria criação, em 1959, quando se apresentou como o primeiro autosserviço do estado. Cinco décadas mais tarde, é vista como desbravadora do comércio digital no segmento. Implantou sua loja virtual em 1999 e há três anos saiu na frente, sendo a primeira do ramo a vender produtos pelo celular. Hoje, 1% do faturamento da Angeloni, estimado em R$ 1,4 bilhão para este ano, é decorrente das transações online e a expectativa é de um crescimento anual médio de 25% até 2011.

"O grande diferencial do comércio eletrônico praticado pela Angeloni não está apenas no uso da tecnologia de ponta, mas na forma de servir o consumidor", afirma Edson Doria, diretor de novos negócios do grupo. Ao contrário da maioria das empresas, o cliente - responsável por cerca de 42 mil pedidos por ano só na área de alimentos - pode fazer suas compras online e retirá-las na loja física ou optar pela entrega em domicílio; receber os pedidos no mesmo dia, em cinco diferentes horários; enviar o pedido de compra por fax ou e-mail; adquirir alimentos fracionados de acordo com as suas necessidades e retirar nas lojas frutas, verduras e perecíveis com hora marcada.

Paralelamente, os 700 mil membros do Angeloni Clube, portadores do cartão fidelidade da marca, podem fazer suas compras também pelo celular, tendo à disposição um catálogo com 8.500 produtos, entre eles eletrônicos. "Basta baixar o programa gratuito que é instalado na primeira vez que o consumidor entra no site da rede via celular", diz Doria. De acordo com o executivo, a transmissão da imagem do código de barras de cada produto ou a indicação dos números de identificação viabilizam a compra. O pagamento pode ser feito com cartão de crédito, dinheiro ou cheque, com entrega na loja física ou em domicílio. "A proposta é estar sempre na vanguarda do comércio eletrônico do país, além de oferecer ao cliente o máximo de canais de venda possível", afirma Doria. "O novo site, que deverá entrar no ar no próximo semestre, trará novos canais de interatividade, como blogs e chats, e ampliará os limites de entrega das vendas eletrônicas para além de Santa Catarina. A ideia é atender a região Sul e depois, aos poucos, abranger todo o país."

Para Alberto Serrentino, sócio da Gouvêa de Souza & MD, consultoria de varejo, a incorporação de novos canais de venda e a interação entre eles são os principais diferenciais do Grupo Angeloni. "Eles são flexíveis e atentos às tendências de varejo internacional. Apesar de ser uma operação regional de médio porte, a empresa é uma das únicas no país a incorporar o celular como canal de comunicação e relacionamento com o cliente de forma estruturada e permanente. Esse é um sinal de vanguarda", afirma.

Disposto a garantir o máximo de comodidade e flexibilidade no atendimento aos clientes, com pleno controle da operação, o Grupo Angeloni inaugurou em 2006, em Porto Belo, na Grande Florianópolis, um Centro de Distribuição com 36 mil metros quadrados e capacidade de armazenamento de 18 mil itens. Além de gerenciar o abastecimento da rede, o Centro, totalmente automatizado, permite o rastreamento das mercadorias da compra até a venda no caixa, controla a reposição dos produtos vendidos nas lojas e garante a adequação dos estoques e redução das perdas por falta de produtos.

O novo sistema de operação, que soma uma logística afinada com tecnologia e atendimento personalizado, na visão de Antenor, foi um dos responsáveis pelo bom desempenho da rede nos últimos anos. O Grupo Angeloni ocupa hoje o nono lugar no ranking de vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), sendo a maior rede de supermercados de Santa Catarina e a terceira da região Sul.

"Não temos a pretensão de ser a maior, mas trabalhamos duro para ser a melhor nos locais onde atuamos, independentemente do porte e da tradição da concorrência", afirma Angeloni. E ele sabe o tamanho do desafio que bate à sua porta. O Wal-Mart, maior varejista mundial do setor, está prestes a inaugurar suas primeiras lojas no estado, muitas delas próximas a unidades do Angeloni. 'Não será o primeiro e nem o último desafio que teremos que driblar', afirma o sócio.

Matéria : extraida da PEGN.

A mais antiga empresa familiar do país


Quarta geração no comando do grupo Ypióca, Everardo Ferreira Telles tem nas mãos uma empresa com 163 anos de mercado. É uma das maiores fabricantes de cachaça do Brasil, com faturamento de R$ 200 milhões por ano

Dia 31 de março de 1990. Essa data, Everardo Ferreira Telles, 66 anos, quarta geração no comando do Grupo Ypióca, não esquece. Acordado na madrugada com um telefonema, avisando sobre um incêndio na empresa da família, ele a princípio achou que não passava de um trote. Como o homem do outro lado da linha parecia cada vez mais desesperado, resolveu ir até o local. Mal dobrou a avenida que dava acesso à sede, enxergou as labaredas. A empresa, criada por seu bisavô Dario Telles de Menezes, em 1846, estava prestes a virar cinzas e, com ela, todo o trabalho de quatro gerações da família. “Nessa hora não adianta lamentar, tem que agir e, se preciso, até dar uma de louco para tentar salvar o que mais tarde vai ajudar a reerguer o negócio”, diz Telles. “Foi o que eu fiz. Gritei para os bombeiros que esquecessem a cachaça estocada e preservassem os arquivos dos clientes. Naquela época não havia computador, e todo o histórico da empresa era guardado em fichas.”

Foram três dias assistindo aos caminhões que recolhiam o entulho. Perderam a fábrica e 15 dias de produção, o equivalente na época a 15 mil caixas de cachaça. Para tentar reerguer a empresa, os fornecedores garantiram o abastecimento para pagamento futuro e os amigos colaboraram na construção da nova área com material e mão de obra. A única máquina menos avariada pelo fogo passou a produzir em uma área improvisada, coberta com lona. “Foi duro, mas em 120 dias já estávamos operando normalmente, apesar de a então ministra Zélia Cardoso de Mello negar a liberação do nosso dinheiro, confiscado com o Plano Collor”, afirma Telles. “É nessa hora que as empresas precisam estar bem capitalizadas para conseguir driblar os prejuízos sem depender de bancos.”



TECNOLOGIA DE PONTA
São 2000 milhões de litros de cachaça produzidos por ano em cinco unidades fabris, entre elas a de Pindoretama, no interior do Ceará
Quase 20 anos depois, o Dr. Everardo, como Telles é chamado pelos mais de 3 mil funcionários do grupo, ainda se emociona ao lembrar do incêndio. Chora, sem um pingo de vergonha. É um dos raros momentos em que ele afirma perder a serenidade, característica essencial aos empreendedores que buscam o sucesso. A serenidade a que ele se refere é sinônimo de equilíbrio para não se deixar abater demais pelos desafios e nem comemorar as vitórias em excesso, a fim de não perder o rumo do negócio. Foi com equilíbrio e uma boa dose de coragem que sob o seu comando o Grupo Ypióca cresceu 45 vezes em produção. Quando Telles assumiu, era um dos maiores fabricantes do país, com 500 toneladas de cana processadas por dia. Hoje, são 8 mil toneladas diárias. A produção, que era de 360 mil litros ao ano em 1978, saltou para 200 milhões de litros no ano passado. As fábricas também se multiplicaram. De uma, na década de 1970, chegaram a seis em 2009. A mais nova foi inaugurada em outubro, na cidade de Jaguaruana, a 180 quilômetros de Fortaleza, consumindo um investimento de R$ 80 milhões, segundo o empreendedor. É apontada como a maior indústria de cachaça do mundo, com capacidade instalada de 90 milhões de litros de aguardente por ano, e também uma das mais modernas no campo do etanol, com a oferta de um produto possível de ser usado na produção de álcool hidratado para combustível, indústrias farmacêutica e química; álcool anidro, próprio para compor a mistura com gasolina; e álcool neutro para a fabricação de bebidas.


Leia MaisNascida na garagem, Dimep domina mercado de controle de ponto do país
O mundo é cor-de-rosaHoje, a Ypióca é líder na produção de aguardente de origem no Brasil. Detém 12% do mercado nacional de cachaça, disputando espaço com mais de 4 mil fabricantes. Em 2009, a empresa faturou R$ 200 milhões e obteve um resultado líquido de R$ 7 milhões. A exportação, iniciada no final da década de 60, consome apenas 5% da produção e segue para 42 países. Com cerca de 30 produtos em linha, entre a cachaça de combate, mais popular, as versões premium, as aromatizadas e as misturas da bebida, a Ypióca tem no envelhecimento um dos principais diferenciais de seus produtos. Desde o comando da terceira geração, a aguardente é estocada em tonéis de bálsamo e freijó por períodos que variam de um a seis anos. São 243 tonéis e 10 mil barris de carvalho. O envelhecimento é um fator importante, mas, segundo Telles, não é o único. Sempre que a empresa adquire uma torre de destilação, ela é desmontada e ganha partes especiais de cobre, o que garante maior sabor à cachaça. “As partes modificadas constituem um segredo que passa de pai para filho, que é, sem dúvida, um dos grandes trunfos da marca”, diz.

Telles ainda não sabe quem herdará o segredo. Dos seus sete filhos, cinco já atuam no grupo em cargos estratégicos. Todos foram preparados para assumir o bastão quando o patriarca se aposentar. “Os cinco têm formação acadêmica dentro e fora do Brasil, com vivência nos Estados Unidos e na Suíça, e, principalmente, têm disciplina, paixão e respeito pela empresa da família”, afirma Telles. “Aqui não há disputas. Há muito trabalho, planejamento e complementaridade de funções”, diz Aline Telles, 39 anos, diretora de marketing e a mais velha entre os irmãos. Disposto a organizar o planejamento sucessório, Telles procurou na década de 90 ajuda de uma consultoria, que reestruturou o organograma societário, orientou os herdeiros a encontrarem seus espaços no grupo e criou a holding. Ainda hoje a direção recorre à SM Consultoria como se fosse um conselho administrativo.

OLHO NO FUTURO | O pioneirismo é uma das marcas do grupo Ypióca >>> É responsável pela primeira cachaça produzida no Brasil, em um alambique de cerâmica trazido de Portugal, no município de Maranguape, Ceará, em 1846

>>> A Ypióca, que em tupi-guarani quer dizer terra roxa, foi pioneira na produção industrial da bebida

>>> A marca foi responsável pelo envelhecimento da aguardente em tonéis

>>> A cachaça Ypióca surpreendeu os consumidores com o uso de conta-gotas. Até então as garrafas eram semelhantes às de cerveja

>>> Até 1968 nenhuma empresa havia exportado a cachaça brasileira. Sob o comando da terceira geração, a bebida chegou à Alemanha

>>> Foi a primeira a produzir em escala industrial cachaça à base de caju e a lançar aguardente com malte
matéria : extraida PEGN

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Qual a diferença entre as empresas familiares do Brasil e as de outros países?


Antes de assumir uma função dentro da empresa familiar, os herdeiros deveriam trabalhar em outras companhias e acumular experiência. Essa é a opinião do professor chileno Jon Martinez, que trabalha ao lado de John Davis, referência mundial no assunto, no centro David Rockefeller de Estudos Latino-Americanos da Universidade Harvard. Autor de três livros sobre gestão de empresas familiares, Martinez esteve em São Paulo para participar de um evento promovido pela HSM. Em entrevista exclusiva a Pequenas Empresas & Grandes Negócios, o especialista falou sobre como conciliar questões familiares e empresariais sem traumas. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Que vantagens uma empresa familiar tem sobre as companhias concorrentes?
De uma maneira geral, empresas familiares têm uma visão de longo prazo. Os empresários tendem a trabalhar para construir algo para as futuras gerações. Outra vantagem é que esses empreendedores costumam ser mais rápidos ao tomar decisões. Há ainda o comprometimento dos gestores com a empresa, que acaba sendo transmitido para os outros funcionários. O estilo de atuação e os valores dos gestores também costumam ser assimilados, o que colabora para criar uma cultura corporativa mais forte. Em muitos casos, os nomes das famílias são as marcas das empresas. Isso faz com que elas se preocupem mais com a excelência.

E quais são os maiores desafios?
O maior deles é a sucessão. Em geral, os pais querem colocar os filhos no controle da empresa, mas o crescimento do negócio torna a situação mais complexa do que eles haviam imaginado. O talento para o gerenciamento de empresas não é inerente a todos os membros da família. Às vezes, é preciso admitir que não existe na família alguém com talento para assumir a empresa e buscar profissionais do mercado. Isso é difícil, tanto para os pais quanto para os filhos.

O sr. costuma dizer que as futuras gerações devem trabalhar em outras empresas e adquirir experiência. É o melhor caminho?
Com certeza. Jamais entre nos negócios da família até que você tenha experiência de vida e conhecimento da empresa. É importante trabalhar com um chefe que não seja seu pai por três ou quatro anos. Durante esse tempo, você vai aprender a se comportar como um profissional, sem nenhuma influência familiar. Só depois poderá descobrir qual o seu papel dentro da empresa.

Empresas familiares devem ter um conselho de administração?
Sim. Esse é um dos mais eficientes recursos de gestão para companhias familiares. De uma maneira geral, quando as empresas atingem um tamanho mínimo — com vendas acima de US$ 5 milhões —, chegou a hora de montar o conselho. Ele deve ter membros da família, mas também profissionais de fora: a combinação perfeita é 50% de cada. Ou 60% de familiares, e 40% de não-familiares. Essas pessoas precisam ser bem selecionadas, de maneira que tragam conhecimento e experiência. O conselho deve se reunir apenas para tratar de assuntos importantes, e não para questões do dia a dia. Não existem fórmulas secretas para um bom conselho. Ele precisa agregar valor e checar o funcionamento das operações.

Nas pequenas empresas, como deve ser formado esse conselho?
Quando a empresa está na primeira fase do desenvolvimento, o fundador não precisa de um conselho formal. Ele pode ter um grupo com três conselheiros, que estejam disponíveis para conversas três ou quatro vezes por ano. Isso é o bastante. Para as médias, recomendo um conselho mais formal.

Qual a diferença entre as empresas familiares brasileiras e as de outros países?
O que me chamou a atenção foi a ambição global. Elas não se comportam como empresas de um país em desenvolvimento, agem como se estivessem competindo entre os maiores do mundo. Os brasileiros são ambiciosos e têm plena convicção de que podem ser líderes globais. Isso não acontece em outros países. Os empresários brasileiros são os mais ambiciosos da América Latina.

Quais os principais desafios das pequenas e médias empresas familiares no Brasil?
Durante muito tempo, o Brasil foi um país protecionista. Ainda hoje, muitas empresas dependem do mercado interno para sobreviver. No Chile, a economia está aberta faz tempo. Isso forçou nossas empresas a serem mais competitivas. No Brasil, isso ainda é recente. Por isso, as médias empresas estão tendo que competir com as multinacionais, e também com empresas de países como China e Índia. Ao mesmo tempo, concorrem com companhias brasileiras de grande porte. É um desafio duplo. Mas sou otimista. Acredito que as empresas estão preparadas para enfrentar as situações que descrevi. Tenho certeza de que o Brasil estará entre os principais países do mundo em pouco tempo.

JON MARTINEZ QUEM É: formado em Administração de Empresas pela Universidad Adolfo Ibáñez, no Chile, Ph.D em Management pelo IESE, da Universidade de Navarra, Espanha, e pós-doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston
O QUE FAZ: professor visitante do Centro David Rockefeller de Estudos Latino-Americanos da Harvard University. É também professor de Gestão de Empresas Familiares na escola superior de negócios da Universidad de Los Andes (ESE) em Santiago, Chile. Precisamos escutar,ler,ter novas opiniões,novas idéias.
Matéria:PEGN

sábado, 27 de novembro de 2010

FAO quer estimular produção industrial de insetos


Como pode uns animais como esse pessoal da FAO.....Em vez de se reunirem e discutirem meios de aumentar a produção de alimentos para o mundo...Para acabar com a fome das pessoas...Esses ""Idiotas"",que falaram que inseto é limpinho,que as pessoas do interior não tem nojo...Nunca passaram fome,e nem sabem o que estão falando...A serviço de quem estão....quem é a FAO ? .... E o que ela vai fazer para diminiur a fome mundial...A FAO (òrgão da ONU),que está a serviço dos maiores bandidos,terroristas mundiais os americanos...Que financiam guerras,que financiam pestes,que financiam desgraças no mundo todo....Esse braço do mal,que é usado por uma turma de idiotas para subjulgar as nações do mundo todo,ditando regras,regras tais que foram criadas para em conjunto serem respeitadas,e usadas em prol da humanidade....Mas hoje elas estão a serviço dos (nazistas americanos), e o povo do mundo todo que se dane...Criar insetos para o povo comer,e coca-cola neles,se não concordarem.... Bomba!.....Porque a FAO não estimula a criação de insetos para o consumo americano, ou quem sabe para o consumo Europeu também....Graças a Deus que nós aqui no Brasil,temos um Presidente....LULA foi o único presidente que teve coragem de dizer não aos interesses americanos em nosso país....Lula não é um FHC,que entregou o Brasil...E quando pode continua tentando intermediar a entrega de nossas riquezas ..... FHC foi....E é o pior cancer que o Brasil já produziu em toda sua existencia. E agora vai a publicação da matéria do globo rural....Vide titulo

A nova tendência da gastronomia mexicana funde elementos da comida tradicional pré-hispânica, como os insetos, com a mediterrânea e internacionalEstima-se que em 2050 a população mundial vai superar nove bilhões de pessoas, um número que poderá causar um colapso na indústria de alimentos. Perante a situação, especialistas da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) decidiram promover os insetos, tão malvistos em algumas civilizações e tão requeridos há séculos em outras como elemento fundamental para a nutrição.

Responsáveis pelo Programa de Insetos Comestíveis do Departamento de Florestas da FAO, em Roma, dizem que não se pode ignorar a eficiência dos insetos como produtores de proteínas, em detrimento de outros animais incluídos na dieta tradicional. Mesmo assim, nem todos os bichos podem ser inseridos na alimentação e, além disso, uma ação indiscriminada poderia provocar graves problemas ambientais.


Cultura da entomologia

Há séculos foram muitas as culturas que mantiveram os insetos como base de sua alimentação. Atualmente, 36 países da África, 29 da Ásia e 23 na América consomem cerca de 527 tipos de insetos diferentes. Entre os grupos de animais mais comuns estão: escaravelhos; formigas, abelhas e vespas; gafanhotos e grilos; e traças e borboletas.

Julieta Ramos Elorduy Blázquez, professora e pesquisadora do Instituto de Biologia da Universidade do México, dedica-se a mais de três décadas ao estudo dos insetos e suas virtudes alimentares. Ela conviveu com diferentes tribos do México e extraiu os conhecimentos destes povos para os quais os insetos são uma tradição gastronômica lendária.

O México é um dos lugares com maior consumo de insetos em sua dieta comum. Sabe-se de seu uso culinário há 500 anos. Os primeiros espanhóis que se estabeleceram ali enviavam aos reis da Espanha ilustrações desses pequenos bichos que eram consumidos, entre os quais se encontravam gafanhotos, abelhas, vespas e escaravelhos.

Segundo a pesquisadora, o consumo dos insetos continua em todo o país, sobretudo nas áreas rurais. Inclusive, há alguns deles que atingem preços muito elevados, como é o caso do verme branco do agave, que custa US$ 500 o quilo (R$ 860). O peso equivale a cerca de 1.600 vermes, embora seja uma quantidade difícil de obter dada sua escassez. “O valor nutritivo dos insetos é maior que o do resto das proteínas animais. Seu conteúdo em proteínas é comparável ao da carne e sua quantidade de fibra é ainda maior”, sustenta a bióloga.

Limpos e saborosos

Apesar da ideia generalizada que se tem dos insetos em alguns países desenvolvidos, onde estão associados à sujeira, nos Estados Unidos há empresas dedicadas exclusivamente a sua comercialização. Em Montreal, no Canadá, a cada ano se realizam festivais de degustação e em outros países europeus, como a Espanha, restaurantes abriram suas portas para que os insetos sejam os únicos protagonistas de seus pratos. Embora sua comercialização em massa pareça ainda estar distante.


Gafanhotos, ovos de formiga, jumiles (um inseto parecido com a barata), larvas de mosca e vários vermes podem ser degustados acompanhando risotos, lasanhas ou pratos elaborados de carnes"Não acho que as empresas, as firmas e multinacionais apoiem a iniciativa imediatamente. Eles farão isso quando já não virem outra forma de fazer as coisas. O indivíduo da cidade tem pavor dos insetos. Para eles são animais sujos, geradores de lixo ou que se encontram em lugares que não reúnem condições de higiene", afirma Blázquez.

A pesquisadora diz que os insetos, além de seu valor nutritivo, também possuem sabor agradável. “A aparência é o que pode ser o pior para pessoas com outro tipo de cultura, porque para muitos do meio rural todos estes animaizinhos são limpos e saborosos, não possuem aspectos negativos, só qualidades", diz.

As vantagens, para Blázquez, são inúmeras. Os insetos são os animais mais numerosos do planeta e, na criação, não ocupam muito espaço. O custo também é avaliado por não demandar valores altos com manutenção e alimentação que pode ser realizada com resíduos orgânicos, dependendo do inseto.

Matéria : globo rural.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Abandone hábitos que envelhecem a sua pele




Não tem mulher que não se preocupe com a aparência da pele. Com o passar do tempo, linhas de expressão, flacidez, rugas e falta de luminosidade passam a incomodar. Mas nem adianta gastar os tubos, literalmente, no mais revolucionário dos tratamentos estéticos ou no creme mais caro do mercado. Tudo isso perde força se você abre espaço para verdadeiros inimigos da saúde da sua pele. Cigarro, estresse e açúcar demais são alguns deles. A seguir, você confere quais são os outros maus hábitos que favorecem o envelhecimento precoce. Fique longe deles e rejuvenesça.

.Tabagismo. Cada cigarro diminui a oxigenação da pele por 90 minutos! Imagine quem fuma mais do que um por dia. Resultado: a pele fica grossa e amarelada, por causa da nicotina, sem viço e opaca. Além de todos os problemas que causa à saúde, o cigarro também provoca distúrbios no metabolismo e acelera a perda de colágeno, células responsáveis por dar sustentação e elasticidade à pele, favorecendo a flacidez. "O ato de fumar provoca rugas ao redor dos lábios e ao redor dos olhos, já que o fumante fecha os olhos parcialmente para proteger os olhos da fumaça", explica a dermatologista Daniela Taniguchi.

.Estresse. O estresse emocional altera nossos hormônios, aumentando a liberação de corticoide endógeno e adrenalina, por exemplo. "Isso pode deixar a pele mais oleosa e acneica. O estresse também diminui nossas defesas, e a pele fica mais predisposta à doenças e infecções", diz a dermatologista Daniela Taniguchi. As mais comuns são herpes, alergias, erupção cutânea, psoríase e até vitiligo.

Ignorar a poluição. "Os gases nocivos encontrados no ar poluído formam uma película de toxinas que acaba sendo absorvida pela pele, aumentando as reações de oxidação e formação de radicais livres que agridem a pele", explica a dermatologista Paula Cabral. A oxidação é um processo natural que acontece no organismo, mas que envelhece as células. O excesso de poluição oxida as células tanto da pele como do organismo todo. Por isso, para evitar essa reação, é importante proteger a pele diariamente, aplicando protetor solar, hidratante e fazendo a higienização para eliminar as impurezas.

Beber pouca água. Um dos primeiros sinais da falta de água (desidratação) se dá na pele e nas mucosas. "Entre as células, temos um líquido intersticial que ajuda na sustentação da pele, entre outras funções. A falta de ingestão de água deixa a pele flácida e sem viço", explica a dermatologista Daniela Taniguchi. A pele perde o turgor, demorando para voltar ao seu estado natural, quando sofre uma distorção. Por exemplo, quando beliscamos a pele, ela logo deve voltar ao seu estado normal ao soltarmos. Se isso demora para acontecer, é sinal de que está desidratada e flácida. Além de deixar a pele hidratada e firme, beber água também favorece a excreção de toxinas, substâncias que prejudicam a pele. O recomendado é consumir pelo menos dois litros de água por dia.

Não usar protetor solar. O excesso de exposição solar, e principalmente a falta de proteção solar, é a principal causadora do envelhecimento da pele e de câncer de pele. Para se ter uma ideia, a radiação solar é responsável por 80% do envelhecimento da pele exposta, principalmente nas peles mais brancas, que sofrem este processo precocemente. "A radiação solar é um potente oxidante celular. A radiação penetra na pele e provoca alterações diretamente no DNA das células e, indiretamente, provoca reações químicas que alteram o DNA e as fibras colágenas e elásticas", explica a dermatologista Daniela Taniguchi. De acordo com a especialista, apesar de o nosso organismo ter mecanismos de defesa e ação antioxidante, nem sempre isso é o suficiente para evitar essas reações. O resultado é o que chamamos de fotoenvelhecimento. Aparecem então, manchas, sardas, flacidez, pele áspera, aumento das rugas e, em alguns casos, câncer de pele. O FPS, para o dia a dia, nunca deve ser menor que 30 para rosto, colo, pescoço e mãos (regiões da pele mais sensível) e 15 para o restante do corpo.

Consumo de açúcares e gordura. Em excesso, o açúcar é responsável por outro processo de envelhecimento celular chamado "glicação". "O açúcar se liga às proteínas da pele, como o colágeno, provocando a rigidez destas proteínas. Assim ela perde a função de elasticidade, deixando a pele flácida e com rugas", explica a dermatologista Daniela Taniguchi. Já a gordura em excesso fica acumulada no tecido subcutâneo de forma irregular, provocando gordura localizada e celulite.

Matéria: extraida da minha vida - saúde.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Paranaense vendeu pipoca; hoje comanda 62 empresas


Após vender 49% da sua seguradora para a americana Travellers por R$ 800 milhões, Malucelli quer atrair sócios e planeja a sucessão para 2012





Joel MalucelliCerta vez, em uma reunião com investidores estrangeiros, perguntaram ao empresário Joel Malucelli, dono de um dos maiores conglomerados do Paraná, se ele sabia falar inglês. Ele respondeu: "Não sei falar inglês, mas sei tocar acordeão." Diante da expressão de interrogação dos interlocutores, Malucelli explicou: "É que meu pai nunca me botou na aula de inglês, mas me colocou na aula de acordeão."

Ciente de que a próxima geração da família está mais preparada para lidar com as exigências e complexidades do mercado brasileiro atual, o empresário pretende aos poucos sair de cena, pendurando definitivamente as chuteiras em dezembro de 2012.

A venda de uma participação de 49% na seguradora J. Malucelli para o grupo americano Travellers - concluída na semana passada nos Estados Unidos - já foi conduzida pelo sucessor, Alexandre, o primogênito de Joel. O negócio, além de deixar a família R$ 800 milhões mais rica, pode fazer com que a seguradora voe mais longe, inclusive ganhando espaço no mercado internacional.

O acerto com a Travellers faz parte de uma estratégia mais ampla do grupo J. Malucelli, um emaranhado de 62 empresas nas áreas de energia, comércio, turismo, concessões rodoviárias, consultoria, locação de equipamentos, mídia, agropecuária, bancos e um time de futebol. Juntas, as companhias devem faturar R$ 1,6 bilhão neste ano. O empresário está em busca de sócios - desde que eles se contentem com a posição de coadjuvantes no conglomerado que leva sua inicial e sobrenome. O objetivo é que a participação da família no grupo não fique abaixo de 70%.

À medida que os negócios vão dando certo, a estratégia é a recompra de participações. O Paraná Banco, que em breve será rebatizado como Banco J. Malucelli, chegou a ter o fundo americano Advent como sócio e mais de 40% das ações nas mãos do mercado - nos últimos três anos, aos poucos, esse porcentual foi reduzido ao mínimo de 25% previsto por lei para empresas que fazem parte do Novo Mercado da Bovespa.

Enquanto a associação com investidores estrangeiros ainda é incipiente, o grupo J. Malucelli mantém relacionamento próximo com diferentes esferas de governo. Entre seus sócios nas áreas de energia e infraestrutura estão Furnas, Eletronorte e um fundo de investimentos com recursos do FGTS. Um dos braços que mais devem crescer no conglomerado este ano será o de construção civil, que atualmente é responsável por parte da obra da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Vigilância

Enquanto prepara o terreno para o filho assumir o comando, Malucelli diz ter construído um grupo "inquebrável" graças a um "patrimônio líquido de R$ 2 bilhões angariado ao longo de 45 anos e ao reduzido volume de endividamento". Aos 65 anos, o empresário diz não estar livre de situações como a do Grupo Silvio Santos, que enfrenta dificuldades após uma fraude de R$ 2,5 bilhões no Banco Panamericano, mas afirma ter uma estratégia de vigilância quando o assunto é a saúde financeira do conglomerado. "Não cuido do meu grupo de longe. Estou aqui todos os dias para saber o que se passa. Participo, em média, de 45 reuniões por mês para não deixar passar nada."

Ao longo de mais de quatro décadas, Joel admite ter sido alvo de desfalques - um deles no valor de US$ 800 mil, praticado por um parente. "Foi uma situação que eu tive como honrar, mas não estou livre de percalços", afirma. Para o empresário, a pulverização em mais de uma dezena de setores pode ser um antídoto caso um negócio chegue a uma situação limite. "Temos de tudo no nosso mercadinho, do piso ao teto. Foi uma escolha minha criar um grupo médio e diversificado. Se tivéssemos ficado só com a construtora, tenho certeza de que seríamos hoje um dos grandes empreiteiros do País."

Para Alberto Borges Matias, sócio da ABM Consulting, além da pulverização dos negócios, outro ponto que chama a atenção é o cumprimento cuidadoso das regras de governança corporativa - no caso do Paraná Banco, listado em bolsa, até acima das exigências legais. "Eles repassam relatórios mensais e há um bom nível de transparência. O grupo desfruta de boa imagem e criou um braço financeiro com o objetivo de maximizar os ganhos nos diferentes negócios, da mesma forma que fez a (americana) GE", explica.

Segundo Luís Miguel Santacreu, analista da agência de classificação de risco Austin Rating, que acompanhou a trajetória do grupo por algum tempo, a sucessão definida na figura de Alexandre Malucelli - 41 anos e há mais de uma década no dia a dia do conglomerado - sinaliza que não haverá mudanças bruscas no estilo de administração.

Ao todo, 50 familiares de Joel Malucelli - entre filhos, primos, sobrinhos e cunhados - atuam no conglomerado. Nas palavras do próprio Joel, trata-se de um "exemplo de nepotismo que deu certo". Para organizar o processo sucessório, que deverá envolver pelo menos seis diretores de alto escalão nos próximos dois anos, a empresa criou o "conselhinho", formado por 14 herdeiros do primeiro time de administração do J. Malucelli que se reúnem periodicamente para dar sugestões sobre o futuro das empresas.

Início

Tanta preocupação com o que está por vir tem razão de ser: o grupo foi construído por Malucelli a partir de um trator comprado a prestação. Desde menino, Joel gostava de ganhar dinheiro. Começou vendendo chuchu na vizinhança, foi gandula de bolinhas de tênis em um clube, revendeu revistinhas usadas e, quando o circo chegou à sua cidade, candidatou-se a vender pipoca e refrigerante aos espectadores - além de ganhar uns trocados, garantia também boa visão do picadeiro.

Aos 18 anos, passou em dois concursos públicos - "em primeiro lugar", ressalta, o que lhe garantiria ordenado decente e emprego estável. Nas primeiras férias, porém, decidiu tentar outra coisa: convenceu um tio a avalizar uma pá carregadeira que comprou em dez prestações - no primeiro aluguel para uma construtora, ganhou mais do que em um mês como assalariado na companhia estadual de energia, a Copel. Largou o emprego e dedicou-se a operar o trator por um ano, até quitar o equipamento. "Foi aí que aprendi a ganhar dinheiro", conta.

De operador de máquina a empreiteiro, foi um pulo - o primeiro trabalho da futura construtora foi uma estrada de um quilômetro em São Luiz do Purunã, a cerca de 50 quilômetros de Curitiba. Ao adquirir o segundo trator, chamou os primeiros parentes para ajudá-lo: o "primo-irmão" Juarez Malucelli e Ernesto Scarante, marido de uma prima. Ambos contabilizam mais de quatro décadas de empresa e até hoje ocupam salas próximas à de Joel na sede do grupo, em Curitiba. Assim como o fundador, outros "pioneiros" já pensam na aposentadoria. Scarante, de 70 anos, deve ser o primeiro da fila, em janeiro do ano que vem.

"Ferro velho"

Joel, entretanto, já decidiu que não quer se separar dos companheiros de quatro décadas tão facilmente: o destino de todos, no que depender do chefe, será um escritório no centro de Curitiba apelidado de "ferro velho" - quando um funcionário de longa data está para se aposentar, Joel corre para providenciar mesa, telefone e secretária. Quer que esses executivos se dediquem a projetos próprios, evitando que fiquem com a cabeça parada e se desanimem com a vida.

Joel segue à risca a recomendação de não deixar com que o corpo ou a mente enferrujem. Além de jogar três peladas por semana com amigos e de viajar uma vez ao ano para participar do campeonato de masters - para amadores com mais de 35 anos -, o executivo também se esforça para manter uma aparência jovem: para atender a reportagem do Estado, ele desmarcou uma sessão de RPG. Segundo funcionários, fez aplicações de botox, plástica para amenizar rugas e peeling para rejuvenescer a pele.

Quando se aposentar, o empresário pretende cuidar dos negócios que lhe dão prazer, como o time de futebol que montou depois de rusgas com o Coritiba, que presidiu por dois anos na década passada. Em 1995, fundou o Malutrom - uma associação com outra família poderosa do Paraná, os Trombini -, que foi campeão da série C do Campeonato Brasileiro e chegou à liga principal no Estado. Diante da falta de interesse dos sócios, o empresário mudou o nome do time para J. Malucelli, rebatizado agora como Corinthians Paranaense. A equipe revelou o volante Jucilei, elevado ao Corinthians original e já convocado pela seleção brasileira. "A minha meta ao criar meu próprio time foi minha só: torcer para mim mesmo. E é isso que eu faço."

Matéria : bondenews
Um exemplo de empreendedorismo e luta...E o mais importante é o apoio que ele dá aos seus funcionários aposentados...Continua dando uma direção na vida de cada um,é um história de muito sucesso que ainda está sendo escrita sem fim para acabar.